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Eleições 2014

Romário se explica a eleitores sobre aliança com o PT no Rio

Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo

02 Julho 2014 | 14h 48

Candidato ao Senado pelo PSB, deputado promete manter críticas ao governo Dilma em meio a críticas de seu eleitorado por apoio ao partido

RIO - Doze dias depois de o PSB ter se aliado ao PT no Rio de Janeiro, o candidato ao Senado na coligação, ex-jogador de futebol e deputado Romário (PSB), ainda se vê obrigado a dar explicações aos eleitores revoltados. Romário fará campanha para o senador petista Lindbergh Farias ao governo do Estado e para o candidato de seu partido à Presidência da República, Eduardo Campos. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira, o deputado prometeu continuar a criticar o governo de Dilma Rousseff, apesar da aliança com os petistas.

"Fiscalizar o governo está entre as minhas obrigações, não mudarei minha postura. Reforço: meu partido é o PSB. Meu candidato à Presidência é o Eduardo Campos", escreveu Romário, depois de explicar que "o PSB concluiu que a força que apresentava uma proposta de governo mais próxima dos ideais do partido era o Lindbergh Farias (PT)". "No Rio de Janeiro, essa é uma união histórica de forças de esquerda, com o objetivo de fazer frente a um grupo de pessoas que sucateou o estado", disse, referindo-se aos governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB.

A tentativa de Romário de acalmar o eleitorado não foi totalmente bem sucedida. Muitos internautas apoiaram o ex-craque, mas outros disseram que não votarão nele, por ter se aliado ao PT. Um eleitor quis saber se, na campanha, Romário vai "entrar de sola sobre todos os casos de corrupção do PT, inclusive no superfaturamento de estádios". O deputado respondeu: "Do mesmo jeito de sempre".

Romário procurou explicar que não poderia ser candidato a senador sem uma coligação, pois teria muito pouco de tempo para propaganda na TV. Mostrou também que a legislação eleitoral não permite que um candidato mude de partido às vésperas da eleição. O deputado reclamou dos ataques recebidos nas redes sociais depois da aliança PSB-PT no Rio. "Concordo com vocês que o sistema político brasileiro tem uma série de anomalias. Assim como concordo o quão difícil deve ser entender como algumas forças coligadas nacionalmente são opostas em nível estadual. Mas não é justo personificar em mim os problemas do sistema político brasileiro. É mais injusto ainda me chamar de corrupto sem que haja qualquer acusação contra minha atuação", desabafou

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