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Réus do caso Alstom negam corrupção em contrato

O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2014 | 02h 04

O governo de São Paulo não se manifestou sobre a denúncia sob alegação de que os acusados não têm mais vínculos com a administração estadual.

A francesa Alstom informou que "tem implementado, em toda a sua organização, regras estritas de conformidade e ética que devem ser aderidas por todos os funcionários".

Pedro Iokoi, advogado do ex-diretor da EPTE Celso Cerchiari, afirmou que ele "nunca recebeu qualquer centavo de fornecedores e provará tal fato com abertura ampla e irrestrita de seu sigilo bancário e fiscal".

O advogado Carlos Frederico Müller, que defende Sidnei Martini, destacou que seu cliente "não fazia parte dos quadros da EPTE à época" dos fatos.

O advogado Luiz Guilherme Moreira Porto, de Geraldo Villas Boas, disse que seu cliente "nunca recebeu qualquer valor destinado a pagamento de propina". O advogado Henrique Fagundes Filho, que defende Romeu Pinto Junior, disse que "a imputação que se faz de lavagem é absurda". "A denúncia descreve o dinheiro limpo que fica sujo, a lavagem é dinheiro sujo se tornando 'limpo'."

A criminalista Dora Cavalcanti, que defende Sabino Indelicato, disse que ele não tem relação com os demais denunciados. Dora é taxativa. "A Procuradoria quer forçar a Justiça a examinar fatos de competência do STJ sobre o conselheiro Robson Marinho. Indelicato tem relacionamento antigo de amizade e societária com Marinho. Mas ele não conhece nenhum dos outros 11 denunciados."

Jonio Foigel, Daniel Huet, Thierry Arias, Jean Pierre Courtadon e Jorge Fagali não foram localizados pela reportagem.

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