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Eleições 2014

Renata Campos quer cerimônia coletiva no Recife

Ângela Lacerda ,Alex Capella , Antônio Carlos Garcia e Fábio Cavazotti - O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2014 | 03h 00

Viúva do ex-governador sugere que as quatro vítimas pernambucanas sejam veladas no mesmo lugar, segundo assessor

A viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, deseja que um velório único seja realizado para o ex-governador e as outras três vítimas pernambucanas no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Recife. A informação foi divulgada na última quinta-feira por Edson Barbosa, coordenador de campanha do candidato do PSB ao governo do Estado, Paulo Câmara.

Além do ex-candidato à Presidência da República, estavam no avião os pernambucanos Carlos Percol (assessor de imprensa), Alexandre Severo (fotógrafo) e Marcelo Lyra (cinegrafista). As outras vítimas são o assessor do ex-governador, o sergipano Pedro Valadares Neto, o comandante paranaense Marcos Martins e o copiloto mineiro Geraldo da Cunha.

Fotógrafo. A mãe do fotógrafo pernambucano comentou ontem sobre a morte do filho. "Morreu fazendo o que gostava", afirmou Regina da Silva. Ela foi ao Instituto Médico Legal (IML) para trazer documentação da necropsia. "Meu filho era maravilhoso. Uma pessoa que gostava de tudo. De fotografar, dos amigos. Era estudioso." 

Mauro Filho/Frame
Renata Campos, viúva do candidato

Simão Dias. Em Sergipe, os cerca de 43 mil habitantes do município de Simão Dias, a 100 quilômetros de Aracaju, estão em choque com a morte de Pedro Valadares Neto, o "Pedrinho". "Minha ficha ainda não caiu", disse João Febrônio da Silva Sobrinho, 65 anos, conhecido como João Bina. Ele toma conta da fazenda da família de Pedrinho, a Fazenda Santa Cecília, que fica no povoado Cabral, a poucos quilômetros da sede do município. Há 30 anos trabalhando com Pedrinho e sua família, João Bina contou que o assessor de Campos tinha planos de passar o fim de semana na fazenda."Quando ele tinha um problema, falava comigo e eu dizia que o problema era pequeno e que ele tiraria de letra."

O empresário Mayke Santana também custa a acreditar no que aconteceu com Pedrinho Valadares. Segundo ele, as pessoas da cidade estão perplexas.

Apesar das notícias confirmando as mortes de Campos e Pedrinho - além das outras cinco pessoas que estavam na aeronave -, ainda havia esperança de que tudo não passasse de um engano, que aquela tragédia não estava acontecendo, contou o empresário.

Homenagem. Pela manhã de quinta-feira, na praça Barão de Santa Rosa, mais conhecida como praça da Matriz, os políticos e o povo da cidade pararam para prestar uma homenagem a Pedrinho Valadares. Houve o hasteamento das bandeiras de Simão Dias, de Sergipe e do Brasil a meio mastro, e coube à Banda Marcial Lira Santana executar o toque de silêncio. A cidade de Simão Dias, onde também nasceu o ex-governador de Sergipe Marcelo Déda, morto em dezembro do ano passado, perdeu mais um filho ilustre.

Sepultamento. Os moradores de Simão Dias querem que o corpo de Pedrinho Valadares seja sepultado no cemitério da cidade, mas a família já anunciou que isso vai ocorrer em Aracaju. Assim que o corpo for liberado pelo IML, em São Paulo, o velório será realizado no Cemitério Colina da Saudade, na capital sergipana.

Um irmão de Pedrinho está em São Paulo, onde forneceu material para exames de DNA e tomará as devidas providências para o traslado do corpo para Sergipe. A esposa de Pedrinho, a promotora de Justiça do Maranhão Simone Valadares, e seus dois filhos estão em Aracaju.

Copiloto. Odete Ferreira da Cunha, de 73 anos, mãe do copiloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha, de 44 anos, morto no acidente aéreo em Santos, afirmou que viu o "sonho do filho acabar" pela televisão. Na hora do acidente, Odete estava na sala de espera de um consultório médico, em Governador Valadares, no leste de Minas Gerais, onde mora.

"Estava no médico quando vi a notícia. Desde criança, meu filho dizia que tinha o sonho de se tornar piloto de avião. Vi isso acabar pela televisão", lamentou a mãe do copiloto.

O copiloto era casado, tinha um filho de 4 anos e a mulher, Joseline, está em New Jersey, nos Estados Unidos, grávida de uma menina. Ela viajaria para o Brasil na próxima segunda-feira para se encontrar com o marido e familiares. Porém, antecipou o retorno com a notícia da morte do marido.

Comandante. O piloto Marcos Martins, de 42 anos, comandante da aeronave, será sepultado no Cemitério Municipal de Maringá por decisão da família, que mora no norte do Paraná. Martins vinha de uma família com quatro pilotos, ele, um irmão e dois primos. O piloto Carlos Roberto Grou, de 54 anos, que é casado com uma prima de Martins, disse que o comandante fazia voos frequentes para África, Europa e EUA.

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