1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

PT recorre contra decisão que anulou candidatura de Padilha

Sigla quer derrubar liminar em favor de deputado Luiz Moura que tornou nula convenção da sigla que definiu candidatos em SP

São Paulo - O PT recorreu na noite desta quinta-feira, 10, para derrubar a liminar concedida em favor do deputado Luiz Moura, que anulava os efeitos da convenção que definiu os candidatos da legenda nas eleições deste ano, entre eles o ex-ministro Alexandre Padilha, que concorre ao governo de São Paulo.

O partido espera que a decisão seja reconsiderada ainda em primeira instância, uma vez que a liminar foi expedida no plantão judiciário, ou que ela seja cassada por decisão de um desembargador.

Moura entrou com representação na Justiça contra a decisão unânime da executiva estadual que o suspendeu por 60 dias e, com isso, impediu sua inclusão na chapa de candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa. A liminar, assinada no sábado pelo juiz Fernando Oliveira Camargo, não só tornou temporariamente inválida a suspensão de Moura como considerou nula a convenção estadual do partido.

Deputado estadual Luiz Moura em pronunciamento na Assembleia
Deputado estadual Luiz Moura em pronunciamento na Assembleia

Moura foi suspenso no início de junho, após a divulgação de que havia sido visto com suspeitos de integrarem o PCC. O deputado, que já foi condenado por participação em um assalto a mão armada nos anos 90, quer disputar novo mandato pelo PT.

No recurso protocolado por volta das 21 horas na 17ª Vara Cível, o partido apresenta três argumentos, dentre eles a alegação de que a Justiça estadual é incompetente para questões eleitorais. Além disso, anexa atas da convenção para mostrar que Luiz Moura teve direito de se defender.

O deputado diz que foi suspenso sem exercer seu direito de defesa e chegou a comparar o tratamento recebido dentro do partido com o que os petistas reclamam de terem recebido pelo ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento do mensalão. Petistas que estiveram na convenção afirmam que ele se reuniu com a executiva do partido e, por cerca de uma hora, apresentou seus argumentos, mas não convenceu. O terceiro argumento do PT é que o Judiciário não tem competência para interferir em decisões partidárias.