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PSB perderá se romper aliança com PSDB em São Paulo, diz Aécio

Débora Bergamasco / BRASÍLIA, e Isadora Peron - O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2014 | 02h 02

Campos deve abrir mão de parceria para evitar atrito com Marina; os dois se encontraram ontem para debater o tema

Presidente nacional do PSDB e provável candidato à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) disse ontem que o PSB "pode sair em prejuízo" caso resolva fazer a vontade da ex-ministra Marina Silva de romper alianças regionais com os tucanos. "O PSDB está com o PSB em vários Estados, não é uma coisa construída de hoje, vem de 10, 12 anos. Essa aliança é muito natural e desfazê-la agora pode vir em prejuízo de quem saia desta aliança, de quem não está com a composição de maior força nessa aliança", afirmou Aécio em Brasília.

Governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos está disposto a abrir mão, por exemplo, de uma aliança regional entre seu partido e o projeto de reeleição do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). Em troca, espera que Marina, sua nova aliada, anuncie logo que será sua vice na chapa presidencial.

Ontem, Campos e Marina se encontraram pela primeira vez no ano, em São Paulo. Os dois participaram de uma reunião com os coordenadores da Comissão de Sistematização do Programa de Governo da aliança PSB-Rede. A ideia é que até o fim do mês seja apresentado um documento com as diretrizes que nortearão o futuro programa da coligação.

Segundo participantes do encontro, a discussão sobre palanques estaduais ficou de fora da reunião e não houve definição sobre a situação em São Paulo. "Até o fim de janeiro, nós temos que finalizar as diretrizes. Nos 15 dias seguintes, começará uma nova fase, que é a articulação das candidaturas nos Estados", disse Bazileu Margarido, um dos coordenadores da comissão.

'Confisco'. Aécio falou sobre o PSB em uma entrevista na qual chamou de "confisco" uma recente manobra fiscal da Caixa Econômica Federal. A revista IstoÉ revelou no fim de semana que o banco encerrou 552.527 contas poupanças cujos CPFs estavam cancelados, suspensos ou pendentes de regularização com a Receita Federal.

No conjunto, essas contas detinham R$ 719 milhões, que, descontados dos impostos, aumentaram o lucro líquido da instituição em R$ 420 milhões em 2012. Banco Central e Controladoria-Geral da União consideraram a "manobra contábil" da Caixa irregular, mas refutaram a relação com "confisco", porque, segundo as instituições, os correntistas ainda podem sacar o dinheiro.

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