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PSB diz que jato de Campos seria declarado no final da campanha

Partido afirma que aeronave foi emprestada pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, mas não explica como seria feita a declaração do empréstimo

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Wladimir D'Andrade ,
O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2014 | 17h02

A direção do PSB informou nesta terça-feira, 26, em nota, que o avião Cessna Citation 560 XL, prefixo PR-AFA, que caiu em Santos no dia 13 de agosto, matando o então candidato do partido à Presidência da República, Eduardo Campos, seria declarado à Justiça Eleitoral ao fim da campanha. Segundo o PSB, o uso do jato foi autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, amigos pessoais do ex-governador, e permaneceria em serviço até o final da campanha eleitoral.

"Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final", afirmou a legenda, em nota assinada pelo presidente nacional do PSB, Roberto Amaral.

O texto afirma que a tragédia que matou Campos e mais seis pessoas provocou mudanças na direção partidária e na estrutura de comando da campanha que dificultaram o levantamento de informações.

O PSB não informou como declararia o jato, pois aeronaves podem ser emprestadas apenas por empresas que tenham a aviação como atividade fim. Oficialmente, o jato pertence à AF Andrade, empresa de Ribeirão Preto que está em recuperação judicial. Pela lei, o Cessna não poderia ser vendido sem autorização judicial. A venda foi comunicada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) somente após o acidente que matou Campos.

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