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Eleições 2014

Proposta de controle social é 'versão preliminar', diz Marina

Fausto Macedo - O Estado de S. Paulo

24 Agosto 2014 | 15h 35

Em campanha em São Paulo, candidata do PSB diz que documento com ideias de ampliar canais de consulta popular não é oficial

São Paulo - A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, declarou neste domingo, 24, em São Paulo, que ainda é um estudo "preliminar" o texto do programa de governo do PSB que prevê ampliação dos canais de consulta popular. "Infelizmente, e aí vocês (jornalistas) têm que ser muito cuidadosos em relação às fontes a que vocês têm acesso, foi entregue uma versão preliminar", afirmou durante visita ao Centro de Tradições Nordestinas (CTN)

"Pessoas da equipe estavam sistematizando informações que ainda não haviam passado nem por Neca nem por Maurício, que são os coordenadores do programa, e muito menos por mim e Eduardo", disse Marina em referência ao ex-governador Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto em acidente de avião em Santos.

"O documento a que tiveram acesso não é o documento que eu e Eduardo revisamos, então eu não posso falar de coisas que não é o documento oficial da campanha", disse Marina, que fez corpo a corpo no Centro de Tradições Nordestinas durante cerca de duas horas.

Conforme mostrou o Estado neste domingo, o texto prévio do programa, que ainda pode sofrer alterações pela campanha, defende a ampliação dos canais de democracia direta, como plebiscitos e consultas populares, e o controle das atividades dos políticos por conselhos sociais.

As mudanças pretendem ser a resposta da candidatura às manifestações populares de junho do ano passado. "Elas revelaram ao mesmo tempo o distanciamento entre governos e população e o desejo de mudança na forma de administrar", diz o documento.

Indagada sobre como a democracia participativa que propõe vai ser incluída no programa de campanha, a candidata disse: "O nosso documento fala de aprofundar a democracia. Aprofundar a democracia significa a valorização das instituições e que essas instituições e as representações políticas possam estar ligadas à sociedade brasileira".

"Para isso é preciso que existam meios de conectar os representantes e os representados, esse é o esforço que nós estamos fazendo, respeitando sobretudo o desejo que a sociedade tem de melhorar a qualidade da política, de melhorar a qualidade das instituições públicas", completou.

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