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Procuradoria denuncia generais e delegado no caso Riocentro

Thaise Constancio / RIO - O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2014 | 02h 04

No momento da explosão, cerca de 20 mil pessoas assistiam a um show comemorativo do Dia do Trabalho

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro denunciou à Justiça seis pessoas por envolvimento no caso do Riocentro. A acusação formal foi apresentada após quase dois anos de trabalho e com uma nova confissão sobre a ação dos responsáveis pelo atentado ocorrido na noite de 30 de abril de 1981, quando uma bomba explodiu no estacionamento do centro de convenções localizado em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.

Ao lado do estacionamento, no momento da explosão, cerca de 20 mil pessoas assistiam a um show comemorativo do Dia do Trabalho. A bomba explodiu no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, do serviço de repressão política do 1.º Exército, que morreu no local.

De acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal O Globo, os procuradores Antonio Cabral, Andrey Mendonça e Marlon Weichert encaminharam à Justiça um conjunto de 38 volumes de documentos, além de gravações de depoimentos. Ainda segundo a reportagem, dois desses depoimentos acrescentam novas informações ao que já se conhecia sobre o episódio. Num deles, o major reformado Divany Carvalho Barros contou, pela primeira vez, que foi enviado por seus superiores ao local com a missão de apagar provas que pudessem incriminar os militares envolvidos na operação.

Dois seis nomes apresentados pelos procuradores, quatro não haviam aparecido na tentativa anterior de reabertura do caso, em 1999. Entre eles estão os generais reformados Nilton Cerqueira, então comandante da Polícia Militar do Rio: e Edson Sá Rocha, chefe de seção do Destacamento de Operações de Informações (DOI). Também fazem parte da lista o ex-delegado capixaba Cláudio Antônio Guerra, que trabalhava no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), e o major reformado Divany Barros.

Os dois que já haviam sido denunciados antes são o general reformado Newton Cruz, que chefiava a Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI); e Wilson Luiz Chaves Machado, que era capitão na época e dono do carro onde a bomba explodiu.