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Pré-campanha tenta associar situação de 2014 à de 1994

Débora Bergamasco - O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2014 | 02h 07

O provável candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG), vai insistir no discurso do resgate da confiança na economia na campanha pela Presidência da República.

Integrantes de sua campanha dizem que a ideia é comparar a atual situação do País com o cenário anterior à implantação do Plano Real. Assim, os tucanos poderão ser vendidos como os únicos capazes de lidar com os desafios econômicos do País.

O cenário macroeconômico de 1994 era bem diferente do atual. Principalmente no que se refere à inflação. Naquele ano, o índice que mede a alta de preços superava os 40% mensais, antes do Plano Real. Neste ano, a inflação mensal do País não chega a 1%.

Os tucanos não devem, por causa dessa discrepância, fazer uma comparação simplesmente numérica, e sim de clima macroeconômico, explorando a desconfiança do empresariado em relação a Dilma e o "descontrole de gastos". A ideia é sinalizar o novo rumo do País com a proposição de um conjunto de reformas, incluindo um "projeto de parceria com o setor privado" para superar gargalos relativos à segurança pública e à mobilidade urbana, segundo um tucano ligado à campanha.

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