PPS avalia se troca de aliança para 2014

Em encontro nacional do fim de semana, partido pode até discutir nome próprio para o Planalto

DÉBORA BERGAMASCO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2012 | 02h06

Em um ensaio de independência em relação aos tucanos, o PPS começa a indicar que pode não apoiar o PSDB nas eleições presidenciais de 2014 e que está à procura de um candidato ao qual aderir. Por enquanto, divide a preferência entre lançar um nome próprio, apoiar a eventual candidatura da ex-ministra Marina Silva (sem partido) ou endossar a candidatura do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB).

O assunto, segundo relatou ao Estado o líder do partido na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), será discutido no encontro nacional da legenda, amanhã e depois. O deputado espera sair da reunião "com o planejamento estratégico para uma proposta nacional de candidatura própria. "Não sendo possível, vamos buscar uma alternativa fora do PT e do PSDB."

Na avaliação de Bueno, apesar de os tucanos disporem de uma "história bonita", o partido já demonstrou nos três últimos pleitos nacionais que não expressa mais o desejo do eleitor.

O partido, prossegue o líder do PPS, "governou por duas vezes e não emplacou mais. À partir daí - o mais grave -, não soube fazer oposição, deixando o espaço livre para o PT ficar no controle com seus aliados e não conseguiu defender suas teses mais caras, que implantou ao governar, com medidas para o País avançar e se desenvolver".

Uma legenda que se preze, diz ele, deve lutar para mostrar sua cara. Assim, a ideia (do PPS) é trabalhar em torno dos nomes do presidente nacional da legenda, deputado Roberto Freire (SP), ou de Raul Jungmann, vereador de Recife. "Vamos esgotar essas possibilidades e, só então, buscar alternativas. Aí aparecem as figuras de Eduardo Campos, da Marina Silva e outros que porventura venham a se destacar". E completou: "Chegou a hora de o partido ter uma presença mais forte no governo".

Contramão. Para o presidente do PPS, Roberto Freire, no entanto, "ainda é muito cedo" para se adotar uma definição. Quem imaginar que há algo mais ou menos definido está completamente equivocado". Ele aposta que o tabuleiro de 2014 será abalado pela crise econômica, com interferência direta nos alicerces do governo, nas bases de aliança e no cenário das oposições.

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