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Políticos negam participação em irregularidades

Procurados pelo 'Estado', todos os que se manifestaram negaram as acusações

Ricardo Galhardo, Andreza Matais - BRASÍLIA, O Estado de S. Paulo

06 Setembro 2014 | 22h44

O Estado procurou os políticos que, de acordo com a revista Veja, teriam sido citados pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Dos que se manifestaram, todos negaram envolvimento em irregularidades. O secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto, classificou de “mentirosa” a declaração de que ele teria mantido contato com Costa. Em nota, afirmou que não houve tratativas sobre doações financeiras ou qualquer outro assunto com ele. Disse nunca ter visitado a Petrobrás e assegurou que não visita empresas estatais.

Em nota, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) repudiou o envolvimento de seu nome no esquema de corrupção na Petrobrás. “Durante 7 anos e 3 meses Sérgio Cabral jamais indicou ou interferiu nas nomeações do governo federal. Tampouco nas decisões da Petrobrás. O ex-governador repudia a inclusão de seu nome em quaisquer dos fatos supostamente relatados pelo ex-diretor”, afirma a nota.

Também em nota, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) assegurou que nunca manteve negociações com o ex-diretor da Petrobrás. “Repudio, de forma veemente, as referências feitas a mim pelo sr. Paulo Roberto Costa. Nunca participei de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor recursos de qualquer natureza”, afirmou a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

No PSB, a avaliação é de que Costa não apresentou provas concretas contra Eduardo Campos. “Não há acusação digna de honesta consideração. Há, apenas, malícia. Morto, Eduardo Campos não pode se defender. Mas seu partido o fará, em todos os níveis”, diz nota assinada pelo presidente da sigla, Roberto Amaral.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) negou ter recebido recursos de Costa e afirmou conhecer o ex-diretor “de maneira institucional”. O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte não respondeu aos contatos da reportagem. Os presidentes da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também não foram localizados.

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