PMDB mantém hegemonia no Senado

PMDB mantém hegemonia no Senado

Partido elege 5 senadores e mantém maior bancada

Ricardo Brito e Ricardo Della Coletta, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2014 | 01h04

BRASÍLIA - Ao conquistar no último domingo 5 das 27 vagas em disputa para o Senado, o PMDB continuará como a maior bancada da Casa. O partido terá 18 cadeiras “certas”, mas ainda poderá aumentar para 19 (mesmo número da bancada atual), dependendo das disputas do segundo turno. Isso porque senadores do partido concorrem a governos estaduais no 2.º turno e, se perderem, voltarão para o Senado. Dessa forma, continuará a ditar os rumos da agenda da Casa a partir de 2015, seja sob a Presidência de Dilma Rousseff (PT) ou de Aécio Neves (PSDB).

Importantes apostas eleitorais dos peemedebistas, entretanto, não obtiveram êxito nas eleições. Dois aliados do ex-presidente José Sarney, o deputado federal e ex-ministro do Turismo da gestão Dilma Gastão Vieira (MA) e o ex-senador Gilvam Borges (AP), não venceram as disputas nos Estados, perdendo, respectivamente para Roberto Rocha (PSB) e Davi Alcolumbre (DEM). Outro que fracassou foi o ex-ministro Geddel Vieira Lima, derrotado na Bahia por Otto Alencar (PSD).

Ao mesmo tempo, o partido reelegeu a senadora Kátia Abreu (TO) e elegeu quatro novos nomes: a deputada Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), José Maranhão (PB) e Dario (SC).

O PT elegeu apenas dois nomes para a Casa, o ex-deputado federal Paulo Rocha, pelo Pará, e a deputada federal Fátima Bezerra, pelo Rio Grande do Norte. A bancada do PT terá, a partir de fevereiro do ano que vem, 11 cadeiras certas para o Senado, podendo chegar a ter 14 representantes, a julgar pelos resultados do 2.º turno e se a senadora Marta Suplicy, atual ministra da Cultura, retornar ao Legislativo.

O DEM surpreendeu ao eleger três senadores, dois dos quais novatos na Casa: o já mencionado Alcolumbre e o deputado e líder ruralista Ronaldo Caiado (GO). E a senadora Maria do Carmo Alves (SE) foi reeleição. Assim, terá cinco representantes no Senado.

O PSB também obteve três cadeiras na Casa: o deputado e ex-jogador de futebol Romário (RJ), Roberto Rocha (MA) e Fernando Bezerra (PE). Com isso, o partido terá seis senadores - dois a mais que os quatro atuais. Pode, ainda, ter um sétimo representante, se o líder do partido na Casa, Rodrigo Rollemberg (DF), não vencer a disputa do 2.º turno ao governo do DF.

Campeão. O senador pelo Paraná Álvaro Dias (PSDB) foi reeleito para o Senado com a maior votação, em termos proporcionais, do Brasil: 77% dos votos. Superou de longe o seu concorrente Ricardo Gomyde (PCdoB), que ficou em segundo lugar com 12,51%.

No País, o segundo mais votado para o Senado foi o ex-ministra da Integração Nacional do governo Dilma Fernando Bezerra (PSB), que vai representar Pernambuco. Obteve mais de 64% dos votos e derrotou o ex-prefeito de Recife João Paulo (PT), que ficou com 35%. O terceiro lugar entre os mais votados do País ficou com o ex-jogador Romário, que recebeu 63,4% dos votos. "Espero cumprir os oito anos e fazer um mandato histórico para o Rio. Meus oito anos serão de alto nível. Não vou decepcionar", afirmou.

Entre os que vão permanecer na Casa está o ex-presidente Fernando Collor (PTB). Ele foi reeleito representante de Alagoas com 56% dos votos. Heloísa Helena (PSOL) ficou em segundo lugar com 31% dos votos. Primeiro presidente eleito diretamente, em 1989, após duas décadas de regime militar e o mais jovem político a sentar na cadeira presidencial, deixou o poder em 1992 ao sofrer processo de impeachment pelo Congresso, acusado de corrupção.

Ao recuperar os direitos políticos, Collor voltou à vida partidária. Em 2002, tentou o governo de Alagoas, mas perdeu. Em 2006, foi eleito senador e em 2010 tentou novamente conquistar o governo estadual. E de novo perdeu.

O primeiro. Foi para o cargo de senador a primeira pessoa a ser eleita em todo o Brasil. Às 17h20, o deputado federal Antônio Reguffe (PDT) tinha conquistado a vaga do Distrito Federal no Senado. Naquela hora, com 79,64% dos votos apurados, atingia 58,01% e não podia mais ser alcançado pelos seus concorrentes.

No fim, terminou a disputa com 581% dos votos. Gim Argello (PTB) ficou em segundo com 19%.

 

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