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Entrevista.

Líder do PMDB se diz 'injustiçado' e afirma que Dilma pode novamente ter de enfrentar discussão do aborto na campanha

PMDB do Rio vai apoiar Dilma, diz Cabral

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THAISE CONSTANCIO

ENVIADA ESPECIAL

15 Março 2014 | 03h 00

ITATIAIA (RJ) - Na contramão do que diz o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, favorável à candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência, o governador Sérgio Cabral (PMDB) reiterou ontem o apoio à reeleição de Dilma Rousseff e afirmou que o partido no Rio vai apoiar a presidente.

Ao lado do vice-presidente Michel Temer, na inauguração de uma fábrica de cobre em Itatiaia, no sul do Estado, Cabral foi direto: "O PMDB do Rio é Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. Somos parceiros e não há nenhum tipo de empecilho".

Picciani defende o apoio a Aécio como represália ao fato de o PT ter lançado o senador Lindbergh Farias ao governo fluminense. Coordenador da campanha do vice-governador Luiz Fernando Pezão ao Palácio Guanabara, Picciani sustenta que a convenção estadual do PMDB aprovará a adesão ao tucano.

Cabral disse ontem o contrário - que a legenda no Rio votará "majoritariamente" em Dilma na convenção nacional - e minimizou as diferenças com o PT. Mas ele criticou a saída antecipada da sigla do governo estadual e o lançamento de Lindbergh. "A população não vai compreender aqueles que saem faltando poucos meses, para falar mal."

O governador almoçou na quinta-feira com Dilma em Brasília. Segundo ele, o encontro, de que participaram Pezão e o prefeito Eduardo Paes, "foi excelente".

Michel Temer afirmou, sobre os conflitos causados por cobranças do líder na Câmara, Eduardo Cunha, que "o Brasil precisa de mais concórdia e harmonia". E emendou: "É preciso tirar essa raivosidade que vejo em certos setores do País".

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