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Petistas querem fusão com governo Lula para melhorar índices

João Domingo - O Estado de S. Paulo - O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2014 | 02h 08

Desde que chegou ao poder, em 2002, o PT não havia começado um ano eleitoral com um quadro tão adverso na economia. A inflação está perto dos 6%, o crescimento previsto para 2014 é de 2% e produção industrial na casa de 2,2%. Todos índices inferiores aos das eleições de 2010 e de 2006. Na eleição de Dilma, em 2010, por exemplo, o crescimento foi mais que o triplo (7,53%).

Para lidar com a questão, o comando da campanha petista pretende "fundir" os governos Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva na hora de apresentar dados econômicos na eleição. Dilma tem bons resultados no emprego e na renda, mas amargou problemas de inflação, crescimento, balança comercial e superávit primário. Com a ajuda dos números do antecessor, o cenário melhora.

O discurso eleitoral também prevê resposta a críticas sobre os sucessivos apagões da atual gestão. Dilma lembrará que, no governo tucano, houve racionamento de energia. Se a oposição disser que a inflação nunca esteve no centro da meta, a tática é dizer que ela nunca estourou o teto. Se a crítica for de baixo crescimento, Dilma dirá que o objetivo é crescer com "responsabilidade".