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Pesquisa mostra oposição em alta e governo em queda

Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo

30 Abril 2014 | 02h 05

Pesquisa do instituto MDA divulgada ontem mostra crescimento dos candidatos da oposição e queda da presidente Dilma Rousseff entre fevereiro e abril. O levantamento indica que aumentou a possibilidade de haver um segundo turno, já que Dilma está em situação de empate técnico com a soma dos adversários.

No cenário que inclui apenas os três principais candidatos, Dilma caiu de 44% para 37%, enquanto Aécio Neves (PSDB) subiu de 17% para 22% e Eduardo Campos (PSB) oscilou de 10% para 12%. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), cujo presidente, Clésio Andrade, foi vice-governador de Minas na gestão de Aécio entre 2003 e 2006.

No cenário que inclui mais candidatos nanicos, Dilma aparece com 36% das preferências, enquanto seus adversários somam 34%. A vantagem da petista está dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,2 pontos porcentuais.

Em um eventual segundo turno, Dilma Rousseff derrotaria tanto Aécio Neves (39% a 29%) quanto Eduardo Campos (41% a 24%). Mas sua vantagem diminuiu em relação à pesquisa feita pelo mesmo instituto no mês de fevereiro.

Rejeição. O levantamento também detectou aumento da rejeição à candidata da situação: 43% dizem que não votariam em Dilma de jeito nenhum. Há dois meses, eram 37%. Aécio e Campos têm índices de rejeição menores (32% e 30%, respectivamente).

A pesquisa CNT/MDA mediu ainda a aprovação e a rejeição ao governo de Dilma Rousseff. Em dois meses, as taxas de ótimo e bom caíram de 36% para 33%. O desempenho pessoal da presidente no cargo é agora aprovado por 48%, sete pontos porcentuais a menos do que no levantamento anterior.

Os números da pesquisa foram divulgados com um algarismo após a vírgula, mas o Estado arredondou os resultados - o uso de decimais sugere uma precisão que o levantamento jamais alcançará, dadas as margens de erro. O instituto MDA entrevistou 2.002 pessoas em 24 unidades da Federação, entre os dias 20 e 25 de abril. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00086-2014.

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