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Eleições 2014

'Partido não é dono da Presidência', diz Marina Silva

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2014 | 22h 56

Candidata faz declaração ao ser questionada se vai trocar PSB pela Rede caso seja eleita

 A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta sexta-feira que não se deve tratar o presidente como "propriedade de um partido" ao ser questionada se, caso fosse eleita, deixaria a legenda para se filiar à Rede Sustentabilidade - partido que tentou criar, mas que teve o registro barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Marina também defendeu o fim da reeleição. "O meu mandato será de apenas quatro anos. O que eu quero é renovar a política", disse a candidata.

A possibilidade de Marina sair do PSB não era tratada como problema quando ela era a vice na chapa encabeçada pelo então candidato Eduardo Campos. Após a morte do ex-governador de Pernambuco, num acidente aéreo, no dia 13, e com a oficialização de Marina como substituta, setores do PSB agora manifestam insatisfação com a posição mantida por ela desde que se filiou ao partido, em outubro do ano passado.

Indagada sobre a hipótese de permanecer no PSB num eventual mandato, Marina desconversou: "Eu me comprometo a governar o Brasil. Neste momento, nós não devemos tratar o presidente da República como propriedade de um partido", disse ela, após se reunir na tarde de ontem com a coordenação de campanha em São Paulo.

Marina tentou ainda amenizar o mal-estar criado com a saída de dirigentes do PSB de cargos de comando na campanha. Anteontem, Carlos Siqueira, secretário-geral do partido, abandonou a coordenação-geral sob o argumento de que a candidata "está longe para representar o legado deixado por Eduardo Campos". Em seu lugar, virou coordenador o deputado Walter Feldman, aliado de Marina e porta-voz da Rede Sustentabilidade. Tendo firmado o compromisso com o PSB de manter as alianças costuradas por Campos nos Estados, Marina disse que não vai subir em palanques aos quais é resistente, como São Paulo, onde o partido está coligado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Nesses casos, o partido será representado pelo vice, deputado Beto Albuquerque.

"Eu não vou subir nos palanques nos quais eu já não vinha subindo. É Beto quem vai suprir a presença de Eduardo", disse.

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