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Para dono da Dolly, candidato teve 'coragem' de defender empresa

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2012 | 03h 08

Codonho alega ter patrocinado programa por Russomanno, que não comentou caso, ser um 'excelente comunicador'

O empresário Laerte Codonho, dono da Dolly Refrigerantes, afirmou, em e-mail enviado ao Estado, que o candidato a prefeito de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, "teve coragem de defender uma indústria brasileira" quando era deputado federal pelo PP em 2004.

Questionado se Russomanno havia atuado como árbitro no litígio da Dolly contra a Coca-Cola, Codonho afirmou: "Eu não tenho conhecimento de que ele atuou como árbitro. Ele simplesmente teve coragem de defender uma indústria brasileira contra os interesses e o massacre da Coca-Cola".

O empresário acrescentou que nunca pediu ao então deputado que fizesse o requerimento solicitando a audiência na Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados, para investigar suposta concorrência desleal praticada pela Coca-Cola contra a Dolly.

Codonho contou que conheceu Russomanno em 2003, em Brasília, e que resolveu patrocinar o programa na televisão do então deputado "porque ele é um excelente comunicador".

A Dolly foi patrocinadora do Programa Celso Russomanno, que era veiculado pela TV Gazeta entre 2006 e 2008. Durante a atração, havia um concurso chamado Garota Dolly.

Em 2007, Codonho virou sócio de uma empresa de Russomanno, a ND Comunicação. A Dettal-Part Participações, da qual o empresário é acionista, comprou uma participação de R$ 20 mil na produtora. A Dettal possui os direitos da marca Dolly. Indagado sobre o motivo de ter se tornado sócio da empresa de comunicação do então deputado, o empresário falou que decidiu entrar na produtora para "reduzir nossos custos de produção e de publicidade".

Codonho também falou sobre a condenação na Justiça Federal, confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 3.ª região, por crime contra a ordem tributária. Ele alega não ter relação com a Ragi Refrigerantes, que fazia o engarrafamento e a comercialização da bebida. "Essa condenação, que não transitou em julgado, é um equívoco. Equívoco pelo fato de não ser sócio da empresa autuada e ser condenado."

"Fui declaro impedido de ter acesso ao processo, justamente por não ser sócio da empresa e, portanto, não ser parte interessada. Tenho a convicção de que, prevalecendo Justiça, essa condenação não vai prosperar", afirmou o empresário.

Procurado pelo Estado, Russomanno não se manifestou até esta edição ser concluída.

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