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Eleições 2014

Para Dilma, Brasil de FHC era pior que Argentina sob risco de calote

Ricardo Galhardo e Carla Araújo - O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2014 | 23h 47

Presidente diz que tucano 'quebrou o País 3 vezes' e atribui pessimismo aos que preveem tarifaço após as eleições

Em evento com estudantes do PT e do PC do B, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff distribuiu críticas aos adversários, chamados de "pessimistas", e disse que a Argentina, que hoje enfrenta acusações de calote internacional, vive uma situação melhor do que a do Brasil nos piores momentos da economia na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo ela, FHC "quebrou o País três vezes".

"O Brasil quebrou três vezes naquela época. Aquilo que hoje ficam falando nos jornais da Argentina, era mais grave. A Argentina deposita seus pagamentos e está sendo objetivo de um coisa terrível que são os fundos abutres (fundos especulativos)", disse a presidente. 

A petista aproveitou a plateia amplamente favorável para alfinetar os tucanos em relação ao aeroporto construído em Cláudio quando o presidenciável Aécio Neves governava Minas, a ameaça de desabastecimento de água em São Paulo, a crise nas universidades paulistas e o racionamento de energia no governo FHC.

'Tarifaço'. Dilma também voltou a adotar o discurso da "verdade" contra o "pessimismo". O alvo foram as declarações de adversários sobre a possibilidade de aumentos nas tarifas de energia elétrica e combustíveis após as eleições. "Por que eles falam que vai haver um tarifaço? Isso vai da necessidade deles de apostar que se a situação piorar vai melhorar para eles. Quem faz isso mostra descompromisso com os interesses nacionais", afirmou.

Mais cedo, em sabatina realizada pelo portal G1, em São Paulo, o candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, afirmou estar certo de que o governo Dilma fará um reajuste da gasolina após as eleições de outubro. "Não imaginem que não vai haver reajuste. O orçamento fiscal já não suporta esse tipo de mágica que eles estão fazendo." 

"Todo mundo sabe neste país que ela mandou segurar o aumento da energia. E combustível é a mesma coisa", disse Campos.

Ainda no encontro, Dilma, que foi presa por integrar grupos armados de combate à ditadura militar, disse se identificar com o público presente, formado majoritariamente por integrantes do movimento estudantil. "Vocês representam de uma nova forma nossa luta do passado."/ COLABOROU ANA FERNANDES

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