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Eleições 2014

Para brasileiro, vida vai bem e País vai mal, relata Ibope

José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti - O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2014 | 23h 24

Sobre o futuro, há altas demonstrações de otimismo: 68% afirmam que sua situação econômica estará melhor em 2015

A maior parte dos eleitores (48%) acha que o Brasil está no rumo errado, e não no rumo certo (43%), segundo a mais recente pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira, 26. A situação econômica do Brasil é ruim ou péssima para 30%, regular para 43% e boa ou ótima para 24%.

O cenário é outro quando o Ibope pergunta sobre a situação pessoal dos entrevistados, em vez do panorama no País. Nada menos que 43% afirmam que sua situação econômica é boa ou ótima, e apenas 13% a avaliam como ruim ou péssima.

Quando a pergunta é em relação à vida que o cidadão leva hoje em dia, 76% se declaram satisfeitos ou muito satisfeitos.

Futuro. Sobre o futuro, há altas demonstrações de otimismo: 68% afirmam que sua situação econômica estará melhor em 2015. Apenas 4% preveem ter menos dinheiro no próximo ano. O futuro do País também é ensolarado para 45% dos entrevistados pelo Ibope. Apenas 13% acham que o Brasil estará economicamente pior em 2015.

Na avaliação sobre os rumos do País, há uma grande disparidade de respostas segundo o sexo dos entrevistados. Os homens estão divididos em dois grupos similares: 46% afirmam que estamos no rumo certo, e 45%, no errado. Entre as mulheres, porém, a divisão é de 40% contra 50%. O restante não opinou ou não soube responder.

Na divisão do eleitorado por idade, os mais jovens são os mais críticos em relação à economia. Entre os que têm de 16 a 24 anos, 33% consideram a situação ruim ou péssima. Na faixa dos que têm mais de 55 anos, a taxa cai para 24%. As diferenças desaparecem quando se avalia o otimismo em relação a 2015.

A economia vai melhorar para 45% dos homens e 45% das mulheres. Dizem o mesmo 47% dos mais jovens e 45% dos mais idosos. Nem todos esperam desfrutar da mesma maneira dessa eventual melhora. Entre os mais jovens, 71% dizem que sua situação econômica pessoal vai melhorar. No eleitorado com mais de 55 anos, a taxa cai para 59%. 

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