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No TCU, mãe de Campos fala em 'omissão' da estatal

Murilo Rodrigues Alves / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

10 Abril 2014 | 02h 08

A ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes considerou que a alta administração da Petrobrás teve "conduta omissiva" em relação aos atrasos nas obras de tubulação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado no município de Itaboraí.

Por quatro votos a três, o tribunal aprovou o pedido para que a presidente da estatal, Graça Foster, o ex-presidente, José Sérgio Gabrielli, e demais funcionários e ex-diretores da empresa responsáveis pelo projeto sejam questionados por omissão na defesa dos interesses da estatal e pela ausência de ações efetivas para evitar o aumento dos atrasos verificados nas obras de tubovias do Comperj.

Para Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), a continuidade do contrato da empresa MPE pela Petrobrás se revelou "desastrosa e injustificada". Em seu voto, a ministra diz que a última auditoria do órgão nas obras de um dos maiores projetos de refino em construção pela estatal, iniciada em novembro de 2013, constatou que o porcentual de execução foi de apenas 27%, muito abaixo dos 72% que deveriam estar concluídos, de acordo com o cronograma da empresa.

A ministra considera que houve "tratamento privilegiado" da Petrobrás em relação à MPE, mesmo após a constatação de deficiências e atrasos. A estatal, segundo Ana Arraes, não adotou nenhuma sanção gravosa e só se restringiu a enviar advertências sem nenhum efeito prático.

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