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No Rio, Campos e Marina criticam relação do governo com aliados

CLARISSA THOMÉ / RIO - O Estado de S.Paulo

16 Março 2014 | 02h 02

Evento do PSB é marcado por ataques à coalizão de Dilma; ex-ministro de Lula, Miro Teixeira fala em 'acordo pornográfico'

O governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva e o pré-candidato do PROS ao governo do Rio, Miro Teixeira, criticaram ontem, no Rio, o loteamento de cargos e o governo de coalizão da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta uma crise na base aliada. Os três foram ministros do governo Lula, em diferentes períodos.

O trio participou de um seminário para discutir o futuro programa de governo da chapa presidencial que deve ser encabeçada por Campos e ter Marina como vice. A crítica mais forte a Dilma foi feita por Miro, aliado da ex-ministra do Meio Ambiente que deixou a gestão Lula em 2004. "A chantagem se manifesta e o governo se curva", disse. "Não tem acordo programático. Eles só fazem acordo pornográfico."

Miro tem o apoio de Campos e da executiva nacional do PSB para se candidatar ao governo do Rio e teve posição de destaque como "convidado" do seminário. Foi saudado por Marina como companheiro que "caminhou ombro a ombro" para a construção da Rede. O deputado Alfredo Sirkis (PSB), outro aliado da ex-ministra que se lançou pré-candidato à sucessão de Sérgio Cabral (PMDB), estava no encontro e evitou polemizar. "Estou aqui para discutir programa de governo."

Campos também se esquivou ao ser perguntado sobre o assunto. "Temos nomes que são da Rede e que estão no PSB e nomes que são da Rede e fizeram opção pelo PROS, partido que está na base e que, me parece, não definiu ainda que estará na campanha da presidenta Dilma", ponderou.

Tapete. O pré-candidato do PSB disse que, nas pesquisas de sondagem, a maioria dos eleitores responde que votaria em branco, nulo ou que não sabe. "Temos de responder a isso com debate", afirmou. "Será que é só (discutir) a próxima eleição, quem vai ser o marqueteiro, quanto tempo de televisão tem, qual é o lixinho que bota para debaixo do tapete - e o tapete está dessa altura."

Marina usou o termo chantagem para se referir às negociações entra a base aliada e o governo. "Não vamos fazer em hipótese nenhuma a política do quanto pior, melhor. Não queremos com nosso ato favorecer aqueles que usam de chantagem para mais um cargo, mais um ministério, mais um conselho", disse. "Queremos governabilidade programática, não pragmática."

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