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'Não fui ouvido', diz chefe da subsidiária nos EUA

O Estado de S.Paulo

28 Março 2014 | 02h 07

Renato Bertani, que comanda unidade da Petrobrás em Houston, diz que área internacional no Rio decidiu o negócio

Presidente da Petrobrás América quando foi decidida a compra da refinaria de Pasadena, em 2006, Renato Bertani alega que sequer foi consultado sobre o negócio. O acordo, diz ele, foi feito no Rio pela área internacional - então ocupada por Nestor Cerveró. "Nunca fui consultado ou participei de qualquer negociação referente à compra da Refinaria de Pasadena", disse Betani, em nota. "Todos os processos relacionados à avaliação, negociação e aprovação da aquisição da refinaria foram centralizados pela área Internacional, no Rio de Janeiro".

A subsidiária, com sede em Houston (Texas), foi a responsável, legalmente, pela compra de Pasadena. Na época, produzia petróleo no Golfo do México e não tinha nenhuma refinaria. Bertani disse que assumiu a refinaria operacionalmente, depois de tudo assinado. Ele se desligou da Petrobrás em 2007. Hoje, está à frente da petroleira Barra Energia.

O nome de Bertani aparece em vários documentos, dois deles fundamentais para o negócio: o acordo de acionistas e o contrato de compra e venda. A assinatura aparece residualmente, como em uma rubrica de recebimento de notificação e em uma emenda de duas páginas sobre o contrato de compra e venda.

O acordo de acionistas de 1.º de setembro de 2006 determina que era o presidente da Petrobrás América o responsável por ser o representante - ou indicar um - ao comitê de proprietários. Este é o órgão que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou ter descoberto apenas na última segunda-feira. Graça se disse negativamente surpresa, decidindo abrir investigação.

O representante da estatal era o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, preso pela PF na Operação Lava Jato.

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