'Não dá para dizer que Dilma não sabia', diz Aécio sobre Petrobrás

Candidato do PSDB cobrou manifestação mais contundente da presidente em relação ao depoimento do ex-diretor da estatal que citou nomes da base aliada do PT

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

07 Setembro 2014 | 13h17

RIO - O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, defendeu que o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa volte a depor na CPI que investiga irregularidades na estatal e cobrou manifestação mais contundente da presidente Dilma Rousseff. "Não dá para dizer que não sabia", afirmou o tucano,  referindo-se a denúncias feitas por Costa da existência de um esquema de corrupção na Petrobrás que envolvia governadores e parlamentares de partidos da base governista.

"A marca mais perversa do governo do PT é o aparelhamento do Estado. Eles querem se perpetuar no poder", disse Aécio,  que voltou a chamar o episódio de "mensalão 2". O candidato visitou uma igreja evangélica,  Ministério Flor de Lis, em São Gonçalo,  na região metropolitana do Rio, e se comprometeu com os fiéis a manter as posições contrárias à legalização do aborto e a descriminalização das drogas. Prejudicado pela subida da candidata Marina Silva, do PSB,  nas pesquisas, Aécio brincou:"ainda bem que faltam quatro semanas para a eleição". O tucano se disse confiante de chegar ao segundo turno e vecer a disputa presidencial e lembrou o passado de Marina como militante do PT. O candidato criticou o "silêncio" de Dilma e Marina, ministras do governo Lula, diante do escândalo do mensalão, que veio a público em 2005.

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