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Nanicos já batem ponto na corrida pela Presidência

Mesmo sem chances de chegar ao 2º turno, candidatos de partidos pequenos falam em 'milagre' e em 'combater a presidente Dilma'

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Pedro Venceslau,
O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2014 | 02h07

Enquanto os três principais personagens da eleição presidencial de 2014 - Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) - desconversam quando questionados sobre a oficialização de seus nomes e dizem que isso é assunto para o segundo trimestre, os coadjuvantes da disputa já se assumiram. Em 2014, a campanha contará com pelo menos oito postulantes de legendas pequenas e que contam com escasso tempo de TV e recursos.

Sem chances de chegar ao 2.º turno, os integrantes do segundo pelotão podem sonhar em, pelo menos, tentar evitar o fim da disputa numa única etapa. Se nenhum deles desistir da candidatura, essa será a eleição com o maior número de candidatos nanicos ao Palácio do Planalto desde 1998, quando nove representantes de siglas pequenas se apresentaram. Naquele ano, quando Fernando Henrique Cardoso se reelegeu, o melhor colocado da parte de baixo da tabela foi Enéas Carneiro, com 1,4 milhão de votos.

Em 2014, o time de nanicos contará com alguns personagens que integram o folclore eleitoral da última década.

Conhecido pelo mote do "aerotrem", um trem de superfície que resolveria todos os problemas de mobilidade urbana do País, Levy Fidelix, do PRTB, disputa o Palácio do Planalto pela terceira vez. Fidelix, que promete encampar bandeiras "de direita", com o apoio do Partido Militar, que não existe legalmente, se recusa a revelar quem apoiará no 2.º turno. Motivo: ele garante que estará lá.

"Serei o único candidato de direita nessa eleição. Vou endireitar o Brasil e combater a presidente Dilma Rousseff", avisa. Líder máximo e criador do PRTB, Fidelix promete, ainda, que vai repetir a postura adotada em eleições anteriores e exigir a sua participação em todos os debates. Em 2012, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, ele entrou na Justiça para garantir sua presença no debate da Rede Globo. Conseguiu uma liminar, mas a emissora acabou cancelando o evento.

'Milagre'. O PSC, partido de origem e base evangélicas, lançará pela primeira vez um nome próprio ao Palácio do Planalto. O escolhido é o deputado Everaldo Dias Pereira, pastor e líder da Assembleia de Deus. Ele martelará na campanha slogans contra temas como aborto, maconha e casamento gay. "Estarei no 2.º turno. Acredito em milagres. Estou viajando o Brasil e em todo lugar tem gente me esperando", conta o pastor.

Entre os nanicos de esquerda, o PSOL tentará a sorte com o senador Randolfe Rodrigues, um ferrenho opositor da presidente Dilma Rousseff.

Já o PSTU tentará novamente eleger - pela quarta vez - o sindicalista José Maria, e o PCB tentará a sorte no Planalto com o professor universitário carioca Mauro Iassi. Os partidos PCO e PV decidiram lançar candidato próprio, mas ainda não oficializaram os nomes.

Depois do sucesso de 2010, quando a ex-ministra Marina Silva recebeu mais de 20 milhões de votos, o PV deve ter um desempenho mais modesto em 2014. Depois de ensaiar os nomes do ex-deputado Fernando Gabeira e do escritor Augusto Cury, os verdes agora falam em outro nome: Eduardo Jorge, ex-petista e ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. "Ele está topando", afirma o deputado José Luiz Pena, presidente da sigla.

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