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Entrevista.

Indicado para assumir a Integração Nacional, Vital do Rêgo afirma que legenda avaliará resposta ao governo

'Meu partido tem necessidade de saber sua importância', diz senador do PMDB

João Domingos

15 Janeiro 2014 | 02h 01

BRASÍLIA - Desde que foi indicado pelo PMDB, em setembro, para assumir o Ministério da Integração Nacional, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) era tido como nome certo na reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff anuncia para as próximas semanas. Depois de uma conversa da presidente com o vice Michel Temer, na segunda-feira, suas chances diminuíram bastante. Em conversa com o Estado, Vital afirmou entender que cabe somente à presidente definir o momento de decidir sobre sua equipe. Da mesma forma, ele diz que o PMDB pode tomar a decisão que avaliar melhor sobre sua relação com o governo.

O senhor foi avisado de que dificilmente vai para a Integração Nacional?

Não, não fui.

O fato de seu nome estar circulando desde setembro como ministro indicado o prejudicou?

Há quase quatro meses o meu nome circula. Houve exposição, é claro. Mas eu, graças a Deus, tenho no Congresso uma relação muito confortável. Se o partido estiver presente na reforma ministerial, já tem meu nome indicado. Quando a presidente marcou a reforma para janeiro, mantivemos o nome. Mas ela resistiu a aumentar o espaço do partido na reforma. O que eu tenho de informação do presidente Michel Temer é que não foi discutido o ministério, mas sim o aumento do número de ministros do PMDB. Ela citou as dificuldades que tem para ampliar. Mas em todos os momentos colocou que era uma posição preliminar. Primeiro ia discutir com outros partidos, até o fim do mês. Aí ela vai chegar à reforma.

O senhor ficou magoado com a demora da presidente?

Não. Não tenho nenhuma dificuldade em entender que a presidente tem a hora dela para decidir. Como o meu partido tem a necessidade de saber a sua real importância nesse processo político.

Há uma crise entre governo e PMDB por causa da recusa da presidente em aumentar o espaço do partido no governo?

Desde que houve o processo de transferência de datas da definição do ministério o PMDB espera pelo anúncio da presidente sobre o tamanho que lhe caberia na reforma. Talvez a partir de amanhã (hoje), quando as lideranças se reunirem, a gente tenha um termômetro sobre o clima no partido.