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Marina Silva evita admitir possibilidade de vitória no 1º turno

Tiago Rogero - O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2014 | 15h 41

Ao lado de Romário, a candidata do PSB à Presidência fez caminhada pela Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro

RIO - Candidata à presidência pelo PSB, Marina Silva evitou admitir uma possibilidade de vitória ainda no primeiro turno. Durante tumultuada caminhada de 30 minutos no início desta tarde na Rocinha, maior comunidade da Zona Sul do Rio, Marina afirmou que "ainda temos muito chão pela frente".

"O que nós queremos é que esse movimento continue. É o movimento do cidadão que quer mudança e a encontrou, na minha candidatura e de Beto (Albuquerque, candidato a vice)", afirmou Marina, que voltou a criticar a "polarização" entre PT e PSDB, partidos de seus concorrentes Dilma Rousseff e Aécio Neves.

"PT e PSDB ficam brigando entre si e não lutam pelo interesse da nação. Por isso que temos dito que queremos trabalhar com todas as pessoas honestas e competentes, independente de partido, mas que estejam comprometidas com uma agenda do País que faça com que o Brasil volte a crescer. Tenho muita esperança no povo brasileiro e muita fé em Deus que isso poderá acontecer".

Ao responder sobre qual seria sua opinião sobre uma possível desistência de Aécio Neves, Marina citou a recessão. "Todos nós temos o direito de ter nossas candidaturas. Eu sempre digo que quanto mais estrelas no céu, mais claro é o caminho. O que estou buscando é mostrar que é possível unir o Brasil para termos mais saúde, mais educação, para que nosso País não entre na recessão como começou a entrar, volte a crescer e controle a inflação".

Durante a caminhada ao lado de Romário (PSB), que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado no Rio, Marina prometeu "aumentar mais 4 milhões de moradias dentro do programa Minha Casa Minha Vida".

Como já havia feito outras vezes, deixou para Beto Albuquerque (PSB) responder às perguntas sobre o jatinho que transportava Eduardo Campos no momento do acidente.

"Nós não podemos precipitar julgamentos e decisões que cabem à Justiça. Temos todo interesse que haja investigações acerca disso, que haja esclarecimentos sem uso eleitoral, sem uso político, vamos deixar o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça tomar decisões", disse o candidato a vice.