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Eleições 2014

Marina rebate críticas de Michel Temer de que seria autoritária

Carla Araújo, Ana Fernandes, Valmar Hupsel Filho e Isadora Peron - O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2014 | 19h 29

'Não pode ser chamado de autoritário quem chama a sociedade para fazer o governo', diz candidata do PSB à Presidência da República

A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, rebateu nesta sexta-feira, 29, as críticas do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), de que seria autoritária. "Não pode ser chamado de autoritário quem chama a sociedade para fazer o governo", disse, em referência à participação popular na formulação de seu programa de governo, apresentado nesta sexta. 

Questionada como fará, caso eleita, para ter apoio do congresso, ela disse que não recorrerá ao hábito de fatiar ministérios. "Não queremos ir pelo caminho mais fácil, distribuindo cargos", disse. 

Marcio Fernandes/Estadão
Marina e Beto Albuquerque na apresentação do programa de governo do PSB, em São Paulo

Marina também rechaçou as críticas do tucano Aécio Neves e disse que pretende, sim, "conversar com Lula e FHC". "Vai ser mais fácil do que conectar com Sarney e Antônio Magalhães ou ficar refém do PMDB", disse.

A candidata voltou a dizer que vai contar com pessoas honestas de todos os partidos. "Queremos unir o Brasil e aqueles comprometidos que não se furtaram a ajudar o País", afirmou. 

Marina fez críticas ao PT e disse não imaginar como um partido com as raízes do PT pode terceirizar seu governo para aliados. "Não acho que a base de sustentação de um governo tem de concordar com tudo. Sou contra o aderir por aderir", disse, destacando que há opiniões distintas em qualquer base de governo que precisam ser debatidas.

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