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Eleições 2014

Marina mantém ataques e diz que Dilma faz propaganda irreal

O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2014 | 14h 21

Na TV, candidata do PSB diz que presidente faz horário eleitoral 'cinematográfico' e não mostra a realidade; Aécio volta a destacar sua gestão no governo mineiro e PT compara gestões petistas e tucanas

São Paulo - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, manteve ataques ao governo Dilma em sua propaganda eleitoral na TV, nesta terça-feira, 26. A ex-ministra criticou a "propaganda cinematográfica" da adversária petista para afirmar que a presidente Dilma Rousseff mostra um Brasil diferente da realidade.

No sábado, Marina já havia criticado a "incapacidade de diálogo" da classe política e que não entregaria os cargos de comando de ministérios "em troca de tempo de televisão". Marina também usou parte do programa desta terça-feira para apresentar seu vice, o deputado Beto Albuquerque (PSB). Ele afirmou que os compromissos firmados por Eduardo Campos, que morreu no último dia 13 de agosto, são os mesmo da sua geração e que Marina terá "força e apoio" para fazer um "ótimo governo" e recuperar o crescimento do Brasil. "Nos últimos quatro anos vimos a inflação voltar e a violência piorar, mas não vamos desistir", disse.

O programa do PSDB voltou a apresentar a biografia de Aécio Neves e o candidato falou da sua infância e juventude em São João del Rei, no interior de Minas Gerais. Aécio afirmou que seu avô, Tancredo Neves, e seu pai foram seus dois grandes exemplos na política. O tucano se apresentou também como líder da aprovação da lei que acabou com a imunidade de políticos para crimes comuns. "É preciso coragem para fazer o que é necessário, coragem para fazer diferente", frisou.

A propaganda destacou ainda a gestão de Aécio à frente do governo de Minas, com redução do número de secretarias, fim de privilégios e corte do próprio salário pela metade. "Fiz um governo com as melhores cabeças, com todos aqueles que tinham uma contribuição a dar. Estabelecemos metas para todas as áreas da administração pública", disse o tucano. "Vamos gastar menos com a estrutura do Estado para gastar cada vez mais com as pessoas."

Já a campanha de Dilma repetiu o programa exibido no sábado, 23, que buscou diferenciar as oportunidades que existiam antes do governo do PT e as que existem hoje. "Quem é mais jovem talvez não lembre o quanto o Brasil mudou nos últimos 12 anos. Quem pode garantir mais avanços? Os ligados ao passado da desigualdade ou quem realizou o maior ciclo de mudanças da nossa história?", questionou Dilma. A abordagem foi parecida com a adotada no programa eleitoral do rádio.

O candidato do PSC, Pastor Everaldo, voltou a falar em isenção de imposto de renda para quem ganha menos de R$ 5 mil e repetiu seu tradicional bordão: "mais Brasil e menos Brasília na vida do cidadão". / Stefânia Akel, José Roberto Castro e Lilian Venturini

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