Maranhão lidera abstenção e Rio é o Estado com mais brancos e nulos

No 2º turno, 27% dos eleitores maranhenses deixaram de votar e 13% dos cariocas não escolheram nenhum dos candidatos à Presidência

Lilian Venturini, O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2014 | 15h40

São Paulo - O Maranhão novamente foi Estado com o índice mais alto de abstenção nestas eleições presidenciais. Nesse domingo, 27% dos eleitores, dos mais de 4 milhões aptos a votar, não compareceram às urnas. Em todo o País, 30 milhões de brasileiros não votaram, o equivalente a 21% do total. Já os votos brancos e nulos representaram 6,34%, ou seja, 7,1 milhões de eleitores. O Rio de Janeiro, no entanto, superou a média nacional e ao todo 13% dos eleitores decidiram por não votar na presidente Dilma Rousseff (PT) nem em Aécio Neves (PSDB).

No 1º turno, o Maranhão também liderou o índice de abstenção, com 23%, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, as chuvas foram apontadas como a explicação, já que estradas ficaram comprometidas e teriam dificultado o trânsito dos eleitores. "Além do problema da chuva e do estado das estradas, o feriado do dia do Servidor Publico foi antecipado para segunda-feira (27) e muita gente viajou", observou, ainda no domingo, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), desembargador Froés Sobrinho.

Além do Maranhão, em outros 14 Estados a taxa de abstenção superou o porcentual nacional. Em todo o País, o índice registrou um pequeno aumento na comparação com o 1º turno, quando 19% dos 142 milhões eleitores não votaram. No ranking dos Estados, Mato Grosso fica em segundo, com 25,4% de abstenções, seguido pelo Pará (25,2%) e pela Bahia (24,8%).

Em contrapartida, o Distrito Federal e o Amapá foram os locais com menor índice, com 12,6% e 14,5%, respectivamente. São Paulo ficou próximo da taxa nacional, com 20,51%.

O resultado nacional verificado neste ano é semelhante à média registrada nos dois turnos das eleições anteriores. Em 2010, por exemplo, a abstenção foi de 22% no 2º turno.

 

Brancos e nulos. Entre os eleitores que foram às urnas, mas optaram por votar branco ou nulo, o porcentual em todo o Brasil caiu. No 1º turno, esse público representou 11 milhões de pessoas, o equivalente a 9,64%. Neste domingo, foram 7 milhões, 6,3% do total. O Rio de Janeiro, no entanto, fez o caminho inverso e no 2º turno mais eleitores preferiram não votar em nenhum dos candidatos à Presidência.

Ao todo, foram registrados 1.251.919 votos brancos e nulos no Estado, o equivalente a 13,2% da votação carioca. No 1º turno, o índice ficou em 10,8%. O porcentual foi ainda maior quando considerados somente os votos nos candidatos ao governo do Rio. Neste domingo, 1,6 milhão de cariocas não votou no atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) nem no senador Marcelo Crivella (PRB). O número representa 17,3%, resultado parecido ao do 1º turno, de 17,5%.

 

O Rio Grande do Norte foi o segundo Estado com mais brancos e nulos, com 10,3% dos votos. Na outra ponta, ficou o Acre, onde apenas 2,9% dos eleitores optaram por anular ou votar em branco. Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná também ficaram abaixo do índice nacional, com 3%.

No 1º turno, a taxa de brancos e nulos repetiu os 10% registrados em 2010 e ficou acima dos índices de 2006 e 2010 - 8% e 7%, respectivamente. Já na comparação entre 2º turnos, este ano ficou na média dos pleitos anteriores, com 6%. / Colaborou Ernesto Batista, especial para O Estado

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