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Lei antinepotismo é respeitada no Estado, diz secretário

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2014 | 02h 10

Pernambuco foi o primeiro, e único, Estado a aprovar a lei

RECIFE - O secretário estadual de Comunicação, Evaldo Costa, afirma que Pernambuco foi o primeiro - e o único - Estado a aprovar uma lei antinepotismo, em 2007. Seu teor é semelhante ao decreto federal que trata da questão e determina que "fica vedado, no âmbito da administração pública estadual, direta e indireta, o exercício de cargo em comissão ou de função gratificada, por cônjuge, companheiro ou parente, em linha reta e colateral, até o terceiro grau" do governador, vice e secretários.

"Não há um só caso da administração pública que transgrida o limite legal aceito nacionalmente", assegura Costa. "A lei está sendo respeitada."

Usando como exemplo o caso de Maurício Rands, primo da primeira-dama Renata, que foi secretário do governo Campos em 2011 e que surge agora como alternativa para a sua sucessão, Costa indaga: "Onde passa a configurar privilégio? Rands tem uma carreira política tão destacada quanto o governador", afirma.

Rands também nega que as escolhas de Campos sejam feitas com base em relações familiares. "Nossa geração cresceu em um Estado ideologizado. É normal que tenham parentes militantes. Mas não é o parentesco que move essas pessoas", diz.

Costa observou ainda que há parentes no governo que são concursados, como Ana Elisabeth de Andrade Lima Molina, irmã de Renata, que trabalha na Secretaria de Saúde do Estado desde os anos 1980.

Procurada, a assessoria de Tadeu Alencar negou o parentesco do secretário com Campos e a de Paulo Câmara disse que ele não iria se manifestar. / A.L. e P.V.