Justiça em Goiás tenta ouvir de novo Cachoeira e mais 7 suspeitos

Segurança foi reforçada com a chegada do contraventor a Goiânia; STJ negou novo pedido para libertá-lo

Alana Rizzo, de O Estado de S.Paulo

24 Julho 2012 | 03h02

GOIÂNIA - A Justiça Federal de Goiás marcou para esta terça-feira, 24, as audiências de instrução para o julgamento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outros sete membros da organização criminosa comandada pelo contraventor. O processo é resultado da operação Monte Carlo, em que 81 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal.

Em 31 de maio, uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1) suspendeu os depoimentos. Nesta terça, 10 testemunhas de defesa e outras quatro de acusação serão ouvidas. Na quarta, 25, será a vez dos réus. Um deles - Geovani Pereira da Silva - está foragido.

Cachoeira chegou na noite dessa segunda, 23, em Goiânia e foi levado para a Superintendência da Polícia Federal. A segurança no local foi reforçada com policiais federais e agentes do Departamento Penitenciário Nacional. Ele não tem autorização para receber visitas. Sua noiva, Andressa Mendonça, esteve na sede da PF e entregou um bilhete "de amor".

À tarde, Cachoeira passou por exames psicológicos a pedido do juiz da 11.ª Vara Federal, Alderico Santos. A consulta foi realizada por um perito da PF e acompanhada por Antônio Frota, psiquiatra do contraventor. A partir da avaliação, o magistrado poderá decidir se ele permanece preso ou poderá responder ao processo em liberdade. O magistrado também autorizou que ele conversasse com seus advogados, reservadamente, por quatro horas.

Na última semana, a defesa de Cachoeira tentou suspender as audiências, alegando que nem todas as diligências, especialmente aquelas direcionadas às empresas de telefonia, foram cumpridas. No entanto, o juiz Alderico Santos indeferiu o pedido e manteve as audiências. A defesa de Cachoeira afirmou que não irá recorrer.

Convocado pela CPI que investiga suas relações com políticos, Cachoeira afirmou que estava disposto a contar o que sabia após o depoimento em juízo marcado para amanhã. Alderico Santos é quem vai conduzir as audiências. Ele foi designado pelo TRF-1 depois que Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pela abertura do processo de investigação, abandonou a causa diante de ameaças de morte.

Prisão mantida. Na noite dessa segunda, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Parglender, negou novo pedido de Cachoeira para que fosse solto. Segundo Parglender, o julgamento de recurso já apresentado por sua defesa foi interrompido por pedido de vista e só deve ser retomado dia 8 de agosto, após o recesso do Judiciário.

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