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HEGEMONIA DE CINCO ELEIÇÕES É DESAFIADA EM SÃO PAULO

Após quase 20 anos de gestão, tucanos tentam manter Estado sob seu comando em meio à crise hídrica

Ricardo Chapola

Ricardo Brandt e Valmar Hupsel Filho

A política paulista poderia ser resumida numa máxima, dados os resultados eleitorais: “a campanha pelo Palácio dos Bandeirantes é aquela disputa entre políticos em que o PSDB ganha no final”.

Já são quase 20 anos de governo, cinco eleições vencidas, as últimas duas sem precisar de 2.º turno. Os tucanos admitem, porém, que estão agora diante da mais difícil missão desde que Mário Covas venceu Francisco Rossi em 1994. Não só pelo natural desgaste do longo tempo no poder, mas também em razão de problemas da administração, como a ameaça de falta d’água nas torneiras dos paulistas.

Estadão

As pesquisas apontam atualmente uma ampla vantagem do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A configuração dos palanques nas últimas semanas de junho, após acordos de última hora, entretanto, elevaram o empresário Paulo Skaf (PMDB) à condição de adversário de peso, com o maior tempo de TV entre os concorrentes. Além disso, ele tem um perfil conservador, algo que costuma agradar aos eleitores do Estado, em especial os do interior.

No PT, partido que tem polarizado a disputa com os tucanos nas últimas três eleições, a situação não é das melhores. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, nova aposta eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, perdeu aliados, teve o tempo de TV reduzido e enfrenta certo desânimo entre os correligionários.

Na avaliação dos petistas, Lula não tem mostrado tanto empenho por Padilha, uma vez que Skaf é do PMDB, principal aliado do projeto reeleitoral de Dilma Rousseff. A própria presidente já disse aos peemedebistas: não importa quem estará no 2.º turno, Padilha ou Skaf, o importante é ganhar dos tucanos em seu principal reduto, maior colégio eleitoral do País, com cerca de 32 milhões de pessoas aptas a votar.

Além de PSDB, PT e PMDB, mais seis legendas apresentaram nomes para concorrer ao governo. São candidatos Gilberto Maringoni (PSOL), Gilberto Natalini (PV), Láercio Benko (PHS), Raimundo Sena (PCO), Wagner Farias (PCB) e Walter Ciglioni (PRTB).

São Paulo também é alvo de outros candidatos à Presidência da República, especialmente do tucano Aécio Neves, que escolheu um vice do Estado, o senador Aloysio Nunes Ferreira, para “amarrar” o partido e tentar conquistar uma ampla vantagem sobre Dilma e o presidenciável do PSB, Eduardo Campos, e assim garantir sua ida ao 2.º turno da disputa. Aécio vai criar uma espécie de campanha paralela em São Paulo, pois sabe que Alckmin estará concentrado em seu projeto de reeleição.

Aécio tem um histórico de desentendimentos com os tucanos paulistas. Foi acusado por aliados de Alckmin e de José Serra de não se empenhar em Minas, seu Estado, quando eles disputaram a Presidência da República – Serra em 2002 e 2010 e Alckmin em 2006.

Temas centrais. Padilha – que depois de Dilma e do prefeito paulistano, Fernando Haddad, passou a ser chamado de terceiro “poste” de Lula – e Skaf adotaram a “mudança de verdade” como mote. A coincidência de slogan causou até atrito entre os candidatos. Primeiramente ele foi usado pelo PT. Depois os peemedebistas decidiram adotá-lo também.

Os discursos também devem coincidir no que se refere às críticas ao governo tucano. O tema preferencial é a falta d’água nas represas do Sistema Cantareira, que abastece boa parte de São Paulo. Alckmin diz que o problema é climático – não choveu o que deveria ter chovido. Os adversários afirmam que faltaram, além de chuva, planejamento e investimentos no setor.

Nilton Fukuda/Estadão

Outra área a ser explorada tanto por Skaf quanto por Padilha é a de transportes. Ambos apontam o ritmo lento da expansão das linhas do Metrô. Alckmin, por sua vez, argumenta que nunca se investiu tanto em transporte sobre trilhos e que há oito grandes obras em andamento que só não foram entregues porque são projetos de longo prazo. Ele justifica os atrasos citando greves de operários, problemas na emissão de licença ambiental pela Prefeitura de São Paulo e questões técnicas e geológicas nas escavações.

O setor metroferroviário paulista também pode ser vidraça por causa das denúncias sobre o cartel de trens que atuou no Estado durante os governos tucanos. O Ministério Público aponta acertos entre empresas que teriam causado danos milionários aos cofres públicos paulistas. Também acusa altos funcionários das estatais responsáveis pelos serviços de receber propinas das multinacionais.

Dois ex-secretários de Alckmin, Rodrigo Garcia e José Aníbal, são investigados sob suspeita de envolvimento com o cartel. Ambos negam veementemente qualquer ligação com o esquema de acertos. Alckmin afirma que o governo tomou todas as providências para lidar com o caso, pedindo punição das empresas na Justiça e realizando investigações internas para apurar envolvimento de funcionários públicos.

Disputa paralela. A disputa pela vaga que cabe a São Paulo no Senado Federal promete ser tão acirrada quanto pelo comando do Palácio dos Bandeirantes. De um lado Eduardo Suplicy, petista que está há três mandatos consecutivos no cargo, desde 1990. De outro, Serra, ex-prefeito da capital e ex-governador do Estado.

Há ainda um terceiro nome com potencial de competitividade, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Kassab só se lançou ao Senado porque achava que Serra, seu padrinho político – foi vice do tucano no município –, não iria disputar a cadeira. Serra, porém, decidiu na última hora buscar a vaga que hoje é de Suplicy após ter sinalizado que seria candidato à Câmara dos Deputados. Mesmo pressionado por ver um aliado como futuro adversário, Kassab, que diz ter sido pego de surpresa, decidiu se manter no páreo.

A situação de Kassab retrata, de certa forma, a confusão de alianças que costuma marcar as eleições brasileiras. Ele é aliado de Serra, que será seu rival. Seu partido, o PSD, é aliado de Dilma no plano federal, e de Skaf, adversário dos petistas paulistas, no plano estadual. Resta saber para quem ele vai pedir voto.

Texto atualizado em 18.07

Alckmin: Veteranos do poder na hora mais difícil

Os 20 anos que o PSDB já somou no comando do governo de São Paulo, nove foram sob a gestão de Geraldo Alckmin. Hoje candidato à reeleição, o governador poderá totalizar 13 anos no poder se conseguir vencer o que operadores tucanos definem como a campanha “mais difícil” do partido no Estado.

O principal desafio a ser vencido pelo governador na campanha deste ano será o de superar o próprio modelo de gestão, colocado em xeque após os protestos de junho de 2013, quando Alckmin viu sua popularidade cair em meio a abusos da Polícia Militar nas ruas de São Paulo contra manifestantes e jornalistas. A vacina contra eventuais ataques dos adversários tem uma fórmula simples: explorar o alegado perfil de bom gestor do tucano. Habituado a começar bem cedo o trabalho, a cada dia, Alckmin também costuma varar madrugadas em serviço por toda a semana, sustentado a intermináveis goles de café.

Apesar de chegar à campanha com um mandato fragilizado pela crise no abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo, e também pelas denúncias de formação de cartel no setor metroferroviário, o tucano ainda lidera as pesquisas de intenção de voto.“Alckmin tem uma capacidade de trabalho invejável. Ele não se deixa levar pelo mau humor ou pela pressão. Está sendo equilibradíssimo”, garante o presidente do PSDB paulista, deputado Duarte Nogueira, sempre ao seu redor. “Ele demonstra autoridade sem autoritarismo no que diz respeito aos temas de alta pressão que enfrentou no mandato.”

Durante seus compromissos, o governador consegue ser paciente – atende, invariavelmente, a todos os eleitores que lhe pedem um abraço ou uma foto. Houve ocasiões, como no ano passado, em que ele fez questão de posar para as câmeras, passando, uma a uma, por todas as mesas de um jantar promovido por sindicalistas em São Paulo. 

Além disso, raras foram as vezes em que Alckmin perdeu a chance de contar suas piadas, que ia distribuindo em meio a discursos, coletivas de imprensa ou mesmo nas rodas de conversa com assessores e amigos enquanto toma o cafezinho, geralmente em alguma padaria próxima aos locais dos eventos de que participa.

Isolado no Palácio. Parte dos integrantes do PSDB se sente alheia à construção da candidatura do governador à reeleição. Reservadamente, reclama que o governador se encastelou no Palácio dos Bandeirantes, fortim a partir do qual toma todas as decisões consultando apenas uma equipe com pessoas de sua confiança. Dentro de seus domínios, Alckmin tem o respeito professoral dos secretários que formam o primeiro escalão do governo. 

Antes de se tornar prefeito de Pindamonhangaba, seu reduto eleitoral no Vale do Paraíba, o tucano se elegeu vereador em 1972, aos 19 anos, graças às suas aulas de química dadas a alunos de um cursinho da cidade, onde nasceu. Alckmin é formado em medicina, com especialidade em anestesia, pela Universidade de Taubaté.

Vice-governador de Mário Covas, assumindo o governo permanentemente após a morte dele, em março de 2001, o tucano foi reeleito no ano seguinte e ganhou novo mandato nas eleições de 2010. Alckmin também já concorreu à Presidência da República, em 2006, mas foi derrotado no segundo turno pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2008, disputou a Prefeitura da capital paulista, mas, de candidato favorito, acabou perdendo ainda no primeiro turno.

Skaf: Candidato de novo, com mais tempo de TV

Dono do maior tempo de TV na corrida eleitoral de São Paulo, 5min37seg, o candidato Paulo Skaf tem a esperança de quebrar a hegemonia de quase 20 anos do PSDB no Estado, sob o fogo cruzado que virá do PT, hoje ameaçado de ser relegado ao terceiro lugar na disputa.

Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que representa quase 20% do PIB nacional, Paulo Antônio Skaf é, aos 58 anos, um “workaholic” declarado e disposto a explorar, como nome do PMDB, a imagem do “novo” na campanha. Filho de imigrantes libaneses ligados ao setor têxtil, ele quer se apresentar como o jovem que fez seu primeiro grande negócio aos 14 anos e ascendeu como líder do mundo empresarial à frente das entidades classistas que dirigiu (além da Fiesp, presidiu a Associação Brasileira da Indústria Têxtil). 

Esse perfil já é trabalhado desde 2010 pelo publicitário Duda Mendonça, que vai coordenar sua campanha pela segunda vez. Vaidoso e já acostumado com o uso das lentes, Skaf será apresentado como líder bem-sucedido, trabalhador obstinado e sem manchas na biografia, que conseguiu conjugar, na Fiesp, o mundo produtivo com investimento social. Sua principal vitrine serão as escolas Sesi e Senai, do sistema S de ensino, que é custeado com recursos públicos e gerenciado pela Fiesp. Elas encarnarão uma de suas bandeiras da campanha: o ensino em tempo integral.

2º colocado. Skaf surgiu como “terceira via”, mas despontou nas primeiras pesquisas como segundo colocado, com 21% das intenções de votos, rompendo a polarização entre PT e PSDB, ao desbancar o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha. “A diferença agora é que o PMDB tem uma capilaridade muito grande em todo Estado. A novidade é essa”, resumiu seu padrinho Michel Temer.

Apesar de se apresentar como novidade, não é a primeira vez que Skaf tenta chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Já foi candidato em 2010, quando, por seu perfil de empresário, foi comparado a Silvio Santos e Antônio Ermírio de Moraes, que já haviam tentado as urnas antes. Na ocasião, o partido foi o PSB, alternativa que lhe restou para viabilizar sua candidatura. Ele havia tentado o PMDB, mas a legenda lhe foi negada porque Orestes Quércia (morto em 2010), que a dominava, aliou-se ao PSDB para eleger Geraldo Alckmin, em troca da vaga de candidato ao Senado.

Skaf terminou a disputa em quarto lugar, com 4,5% dos votos, mas não se abateu. Obstinado, logo após a derrota começou a caminhada para 2014. Apadrinhado de empresários como Josué Gomes, presidente da Coteminas e filho do vice-presidente José Alencar (morto em 2011), e Benjamin Steinbruch (presidente da Companhia Siderúrgica Nacional), aproximou-se do vice-presidente Michel Temer (PMDB). 

A morte de Quércia, em dezembro de 2010, abriu espaço para Michel Temer assumir o controle do partido em São Paulo. A filiação do então presidente da Fiesp ao partido foi selada em um jantar, em maio de 2011, no Palácio Jaburu, em Brasília. Da mesa participavam José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Jovial e atlético – ele nada, pedala e faz equitação com frequência –, Skaf passou os últimos três anos trabalhando para ampliar sua base no Estado. Entre 2012 e 2013 visitou todas as regiões, subiu ao palanque dos candidatos a prefeitos, reuniu-se com lideranças partidárias. Sua campanha levará ao debate temas como a necessidade de mais investimentos em segurança e em recursos hídricos, temas que já apareceram nas propagandas da Fiesp e do PMDB. 

Padilha: Ex-ministro tenta entrar no jogo

Dos principais candidatos ao governo de São Paulo, o médico infectologista Alexandre Rocha dos Santos Padilha, de 42 anos, é o que tem pela frente o maior caminho a percorrer. Em sua primeira candidatura, ele é menos conhecido pelos eleitores que seus concorrentes diretos, que estão à frente nas pesquisas e terão mais tempo de TV no horário eleitoral. 

Por isso, sempre que pode, Padilha conta a história de que aprendeu ainda criança o que era política. Nos primeiros oito anos só se comunicava por escrito com seu pai, o cientista social Anivaldo Padilha, militante exilado, que foi perseguido e torturado pela ditadura. Sua mãe, a médica Leia Rocha também foi perseguida pelos militares. 

O ingresso na política estudantil se deu já no primeiro ano do curso de medicina na Unicamp. Filiou-se ao PT em 1989 e durante todo o período universitário revezou-se entre os estudos e a política estudantil. Durante a especialização, atuou com comunidades indígenas no Pará. 

Em 2005, no governo Lula, atuou na secretaria de Relações Institucionais, primeiro como chefe de gabinete e depois como subchefe de Assuntos Federativos, quando participou da articulação política entre o governo e prefeitos, deputados e vereadores. Em 2009 foi nomeado ministro da pasta. Já no governo Dilma, em 2010, acabou no Ministério da Saúde. Ficou no cargo até janeiro de 2014, quando deixou o posto para concorrer ao governo de São Paulo. 

É de sua passagem pelo Ministério da Saúde que vêm sua maior bandeira e sua maior fragilidade. O programa Mais Médicos, que propõe a contratação de profissionais em vagas não ocupadas por profissionais brasileiros para trabalharem em áreas remotas do País, implantado sob sua gestão, recebeu críticas de entidades de classe, mas é aprovado pela população.

Dias antes de deixar a pasta, Padilha assinou convênio de R$ 199,8 mil do ministério com uma entidade que tem seu pai como sócio-fundador, a ONG Koinonia-Presença Ecumênica. Ele defendeu a legalidade do convênio, mas, por cautela, decidiu cancelá-lo e assim evitar cobranças e polêmicas. 

Investigação. Em abril, Padilha viu seu nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Relatório da Polícia Federal afirma que o deputado André Vargas (ex-petista, hoje sem partido) sugeriu que o então ministro da Saúde teria indicado um ex-assessor da pasta para trabalhar no Labogen, o laboratório controlado pelo doleiro Alberto Youssef, preso na operação. Padilha, que não é investigado na operação, negou a indicação e ameaçou processar Vargas. Vargas creditou a afirmação a uma “interpretação apressada” do relatório da PF. 

Ainda na pré-campanha, Padilha sofreu importante revés em sua intenção de se tornar conhecido no interior do Estado. A caravana Horizonte Paulista, organizada pelo PT, foi considerada propaganda antecipada pela Justiça Eleitoral, que aplicou multa de R$ 750 mil. O partido recorreu. 

O centro nervoso dos atos de junho

Uma sequência de passeatas de protesto – contra o aumento das tarifas de transporte, a má qualidade dos serviços públicos e a corrupção na política – tomou as ruas de São Paulo nos primeiros dias de junho do ano passado. Inspiradas principalmente pelo Movimento Passe Livre, que se insurgia contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 nas passagens do transporte público, multidões lotaram as ruas da capital, com faixas e palavras de ordem. 

Iniciados no dia 6 daquele mês, esses protestos se repetiram nos dias seguintes. A reação violenta da tropa de choque da Polícia Militar na Rua da Consolação, na região central, aos manifestantes que partiram do Teatro Municipal em direção à Avenida Paulista no dia 13, uma quinta-feira, teve efeito contrário ao esperado pelas autoridades: deu mais força ao movimento. 

No conflito, além de integrantes do protesto, ficaram feridos jornalistas e repórteres fotográficos que foram atingidos por balas de borracha. A resposta veio na segunda-feira seguinte, dia 17. Concentrada inicialmente no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste, a manifestação teve a adesão de milhares de pessoas até então não envolvidas nos protestos. O fenômeno espalhou-se pelo País. O clima e a situação dos políticos já não eram mais os mesmos. 

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