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Governo muda estratégia e agora quer CPI própria

Vera Rosa e Tânia Monteiro - O Estado de S.Paulo

01 Abril 2014 | 02h 04

Planalto desiste de ampliar abrangência de comissão da Petrobrás e vai propor uma nova frente exclusiva para apurar formação de cartel em São Paulo

BRASÍLIA - Cinco dias após anunciar que pretendia ampliar o foco da CPI da Petrobrás para desgastar a oposição, o governo foi obrigado a recuar. Agora, a tática consiste em jogar todas as fichas na criação de uma segunda CPI, mista, formada por deputados e senadores, para investigar a formação de cartel no Metrô de São Paulo - plano que atinge o PSDB - e usar manobras regimentais para retardar os trabalhos da comissão da Petrobrás.

Se o PMDB se rebelar e criar mais dificuldades para o governo no Congresso, a Secretaria dos Portos - atualmente ocupada pelo técnico Antônio Henrique Silveira - pode entrar na negociação para apaziguar o aliado. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), garantiu que lerá hoje o requerimento para a instalação da CPI, que deve apurar, entre outras coisas, a polêmica compra da refinaria de Pasadena (EUA).

O Planalto considera a CPI como "favas contadas"desde a semana passada, mas apenas ontem ministros se reuniram com líderes da base aliada no Senado para discutir o assunto. A ideia de incluir em uma mesma CPI a investigação de denúncias do cartel de trens e de irregularidades envolvendo a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi considerada "uma estupidez" até por integrantes do PT.

Embora o plano do governo continue sendo o de embaralhar o jogo dos adversários e atingir os dois desafiantes da presidente Dilma Rousseff - o senador Aécio Neves, do PSDB, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB)-, ministros foram informados de que o Planalto não teria o apoio necessário para o que já se chama de "CPI Combo".

Por isso, a estratégia agora é investir na criação dessa segunda CPI, para investigar somente as denúncias atingindo tucanos. Os governistas também planejam usar o máximo do tempo possível até mesmo para indicar os integrantes da comissão. A estratégia de fazer "corpo mole" na CPI da Petrobrás foi acertada ontem em reunião no Planalto.

Enquanto isso, em sintonia com o Planalto, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) contabiliza 150 assinaturas para a criação da comissão que pretende vasculhar eventuais falcatruas em licitações de trens e Metrô em São Paulo durante administrações do PSDB. Para criar uma CPI mista, formada por deputados e senadores, são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

"Até quarta acabamos de coletar as assinaturas na Câmara e aí vamos encaminhar para o Senado", disse Teixeira.

Afinados. Aécio e Eduardo Campos conversaram novamente ontem, por telefone, e combinaram repetir o discurso em defesa da CPI da Petrobrás. "O governo tem maioria e pode apresentar requerimentos de CPI sobre qualquer assunto. Que faça as investigações, porque não as tememos", disse o pré-candidato tucano.

Na semana passada, Campos disse para Aécio que, se o governo continuasse com a tática de transformar a CPI da Petrobrás em uma "CPI do Fim do Mundo", na tentativa de se "vingar" da oposição, ele também tinha mais denúncias contra o governo para incluir no rol das investigações. "Podemos, por exemplo, investigar o que ocorre na Transpetro, e não apenas os negócios da Petrobrás", afirmou Campos. / COLABORARAM DÉBORA ALVARES E RICARDO BRITO

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