Gerenciar crises é obrigação, afirma gabinete

BRASÍLIA - O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), vinculado e abrigado no Palácio do Planalto, divulgou nota oficial na qual informou que não se manifesta especificamente sobre o monitoramento do movimento sindical no Porto de Suape por se tratar de uma atividade de Inteligência de Estado.

O Estado de S.Paulo

04 Abril 2013 | 02h08

O gabinete disse que "acompanha, diuturnamente, em torno de 700 cenários institucionais, inclusas as estruturas estratégicas do País, para prestar assessoria, no momento oportuno, às autoridades governamentais sobre assuntos de interesse nacional". O órgão não deu informações sobre outros alvos da agência que não estão contemplados no painel geral de acompanhamento do sistema de inteligência.

Atribuição. O GSI destaca que, de acordo com a Lei 10.683/2003, é de sua competência, por intermédio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, coordenar as atividades de inteligência federal para assessorar a presidente Dilma Rousseff.

Na prática, a ação da Abin serve para auxiliar a presidente em suas tomadas de decisão e na compreensão de cenários de alto risco para o Estado. Pela legislação, o GSI tem obrigação de prevenir a ocorrência e articular o gerenciamento de crises, em caso de grave e iminente ameaça à estabilidade institucional.

Por meio da assessoria de imprensa, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse que não se manifestaria sobre o monitoramento da Abin no Porto de Suape, estrutura de vital importância para a economia do Estado e para o sistema portuário nacional.

Segundo a assessoria, o governo estadual desconhece qualquer atividade de investigação desenvolvida por um órgão federal de inteligência nesse sentido.

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