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Entrevista.

Joachim Koerper é sócio do local onde a presidente Dilma e a comitiva do governo brasileiro jantou no fim de semana, durante visita a Lisboa

Foi mais barato do que jantar no Rio ou em SP, diz chef de restaurante português

Rafael Moraes Moura

28 Janeiro 2014 | 02h 06

Por e-mail, um dos sócios do badalado restaurante Eleven, o chef alemão Joachim Koerper, falou sobre o jantar da presidente Dilma Rousseff e sua comitiva no sábado, em Lisboa. Ele diz ter dado os vinhos servidos à mesa e garante que a conta 'foi mais barata' do que se os clientes tivessem comido no Rio ou em São Paulo.

Como foi o contato com o governo brasileiro?

O contato foi através da embaixada do Brasil. Eu fui contatado na quinta-feira.

Qual o menu servido?

A presidente quis algo português. Servi um peixe típico chamado cavala, servi defumado. Ela comeu também uma pequenina porção de robalo e fiz questão de que ela provasse porco preto alentejano. Não comeu sobremesa, preferiu queijo português.

Antes de Dilma, quais outras autoridades estrangeiras já haviam prestigiado o Eleven?

Recebi algumas autoridades como o antigo presidente Nicolas Sarkozy, o também antigo primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates. Ao longo de minha carreira já cozinhei para príncipe Alberto de Mônaco, a princesa Caroline de Mônaco e tantas outras personalidades. Gostaria de fazer um adendo acerca do que foi divulgado de que seríamos um dos restaurantes mais caros de Lisboa. Temos menus que custam de 32 a 89.

Quanto deu a conta?

Posso garantir que a conta foi mais barata do que se tivessem jantado em algum restaurante do Rio ou São Paulo. Muitas vezes o que encarece é o vinho. E o vinho foi oferta da casa.

A comitiva brasileira saiu carregando garrafas de vinhos depois do jantar...

Ao final da refeição eu presenteei a presidente com duas garrafas que têm minha marca, o Red por Joachim Koerper.