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Marcos Vieira/Divulgação

Flagrado em jatinho com dinheiro trabalhou na campanha de Pimentel em Minas

Marcier Trombiere Moreira, ex-assessor do Ministério das Cidades, foi um dos três presos pela PF, que apreendeu R$ 116 mil em aeronave no aeroporto internacional de Brasília

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Andreza Matais e Vera Rosa,
O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2014 | 11h29

Atualizado às 17h00

Brasília - Um dos homens flagrados pela Polícia Federal na noite dessa terça-feira, 7, portando dinheiro vivo é o ex-assessor do Ministério das Cidades Marcier Trombiere Moreira. Ele estava lotado na pasta até julho deste ano, quando se licenciou para colaborar na campanha de Fernando Pimentel, candidato do PT eleito para o governo de Minas Gerais.

Segundo fontes, Marcier portava R$ 4 mil em dinheiro vivo na noite dessa terça quando vinha em um jato particular de Belo Horizonte para Brasília. O jato foi abordado pela Polícia Federal ainda na pista de pouso, quando também foram apreendidos mais R$ 112 mil com outras duas pessoas. Elas foram levadas para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas foram liberadas logo após. Inquérito foi aberto para investigar o fato.

A denúncia inicial feita à polícia é que a aeronave traria para Brasília oito malas cheias de dinheiro. Após a apreensão, a PF não se manifestou sobre a origem do dinheiro nem informou os nomes das três pessoas que portavam os valores.

A assessoria do governador eleito de Minas, Fernando Pimentel (PT), admitiu nesta quarta-feira que dois homens presos ao desembarcar de um jatinho em Brasília, portando R$ 116 mil, prestaram serviços à campanha dele. Em nota, a equipe do petista se esquivou de ligação com o episódio: "A Coligação Minas para Você não pode se responsabilizar pela conduta de fornecedores".

A assessoria de Pimentel informou que Marcier Trombiere Moreira, ex-assessor do Ministério das Cidades, trabalhava na equipe de comunicação da campanha. A Gráfica Brasil Editora e Marketing, do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, também detido, foi fornecedora da campanha. "As notas fiscais foram emitidas e as despesas serão declaradas na prestação de contas final", diz a assessoria de Pimentel.

Na nota, a equipe do petista alega que a campanha foi encerrada no domingo passado, dia da eleição, que seria a "data limite para a permanência de qualquer prestador de serviços". "Pela natureza do serviço prestado pela empresa, a relação com a gráfica já se encerrara", afirmou.

Benedito, conhecido como Bené, Marcier e um terceiro envolvido foram presos na noite de terça, no Aeroporto Juscelino Kubitschek, portando R$ 116 mil. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a origem dos recursos, que podem ser para campanhas. Eles foram liberados após prestar depoimento. 

 Desligamento. O Ministério das Cidades informou nesta quarta-feira, 8, por meio de nota à imprensa, que Marcier Trombiere Moreira, flagrado na terça à noite pela Polícia Federal portando dinheiro vivo, não pertence ao quadro de funcionários do ministério. Segundo a nota, há três meses o funcionário foi exonerado, a pedido, das funções que exercia na Pasta. "Qualquer atitude desta pessoa tem cunho e caráter pessoal, sem nenhum vínculo com o Ministério das Cidades", diz a nota. 

Segundo fontes, Trombiere portava R$ 4 mil em dinheiro vivo ontem à noite quando vinha em jato particular de Belo Horizonte para Brasília. O jato foi abordado pela Polícia Federal ainda na pista de pouso, quando também foram apreendidos mais R$ 112 mil com outras duas pessoas. Trombiere trabalhou na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais. / Colaborou Fábio Fabrini

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