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Família entra na Justiça para impedir uso da imagem de Campos por adversário

Coligação Frente Popular quer evitar que candidato do PTB ao governo de Pernambuco, Armando Monteiro, explore proximidade com ex-governador

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Ricardo Brandt, enviado especial,
O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2014 | 13h10

Atualizado às 16h46

 

RECIFE - A coligação Frente Popular, em Pernambuco, encabeçada pelo PSB, entrou na Justiça Eleitoral com uma medida cautelar para proibir o uso da imagem do ex-governador e candidato a presidente Eduardo Campos, morto na última quarta-feira, 13, na campanha do adversário direto, Armando Monteiro (PTB).

A ação foi movida em nome da viúva, Renata, e dos filhos. Líder nas pesquisas, com ampla vantagem sobre o candidato do PSB, Paulo Câmara, Monteiro deve explorar sua proximidade com Campos durante seus dois governos em Pernambuco na campanha para atrair os votos do PSB.

Monteiro e o PTB integraram as duas gestões de Campos (2006-2010 e 2011-2014). Só deixaram a aliança quando Campos decidiu lançar Câmara sem consenso no grupo. Reeleito em 2010 com mais de 80% dos votos, o ex-governador morto era considerado o maior puxador de votos no Estado.

O próprio Campos já havia pedido para que fosse elaborada uma ação em seu nome prevendo esse uso de imagem. Com sua morte, a família decidiu acionar a Justiça.

Nesta segunda-feira, 18, a Frente Popular está reunida em um salão de eventos em Recife. A viúva Renata vai conduzir o encontro e pedir empenho para a campanha de Câmara.

O irmão do ex-governador, o advogado Antonio Campos, afirmou que a ação somente visa impedir que Armando Monteiro Neto faça uso indevido de imagens e não interfere nas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). " No momento a iniciativa se limita ao âmbito estadual", disse Antonio Campos.

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