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Entidade aparece em livro do Dops

O Estado de S.Paulo

19 Março 2013 | 02h 14

A ligação de empresários paulistas com a polícia política da ditadura, registrada em documentos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na Luz, foi revelada pelo Estado no dia 17. Entre os nomes de pessoas que visitavam aquele órgão no início dos anos 1970 estava o do empresário Geraldo Resende de Mattos, que era identificado apenas pela palavra "Fiesp".

No dia seguinte à publicação da reportagem, a Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa paulista incluiu, entre suas missões, a de investigar as possíveis ligações da entidade empresarial com o aparelho repressivo do regime militar.

A Fiesp informou, então, que o nome de Mattos nunca figurou entre seus funcionários. Um parente contou que ele havia trabalhado para o Serviço Social da Indústria (Sesi). A entidade pediu tempo para investigar essa informação. Ele morreu de enfarte em 2002, aos 65 anos.

Tornados públicos pelo Arquivo do Estado, os documentos continham os registros diários do Dops sobre pessoas que entravam e saíam da ala de delegados e diretores. Testemunhas da época diziam que elas iam para conversar ou, às vezes, até mesmo para assistir às sessões de tortura.

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