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Em SP, dirigentes prometem ignorar escândalos

PEDRO VENCESLAU - O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2014 | 02h 02

Presidentes do PT, PSDB e PMDB dizem que não usarão casos do cartel e do mensalão para ataques na disputa pelo governo

Prováveis operadores da disputa pelo governo paulista em 2014, os presidentes estaduais do PT, PSDB e PMDB prometem não usar na campanha os casos do mensalão, esquema de compra de apoio parlamentar no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e as investigações sobre o cartel no metrô paulista em gestões tucanas.

"O PSDB tem o calcanhar de aquiles deles e nós temos o nosso", afirma Emidio de Souza, presidente do PT paulista.

Apesar de reconhecer o potencial de estrago que o episódio pode causar no adversário, o dirigente descarta a hipótese de promover uma guerra negativa. "O caso do cartel pode prejudicar o PSDB assim como a ação penal 470 (mensalão) pode nos prejudicar. As denúncias são problema de polícia. A campanha do (Alexandre) Padilha (ministro da Saúde e provável candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes) não será para denunciar ninguém".

Definida como a principal prioridade do PT em 2014 depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, a disputa pelo governo paulista promete ser um capítulo à parte na história das eleições deste ano.

Enquanto os petistas esperam derrubar o principal "bastião de resistência" dos adversários, os tucanos, que estão há 20 anos no comando do Palácio dos Bandeirantes, buscam caminhos para blindar o governador Geraldo Alckmin da artilharia do ex-presidente Luiz Inácio da Silva.

Correndo por fora, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se apresentará como terceira via para tentar quebrar a polarização entre petistas e tucanos.

Presidente do PSDB paulista, o deputado federal Duarte Nogueira se mostra cético em relação à promessa do rival.

"Esse caso (cartel dos trens) será usado por nossos adversários. Ele foi criado por eles com o aparelhamento do Estado e o apoio do Ministério da Justiça e do Cade. O PSDB e o governo paulista são vítimas de um eventual cartel." Questionado sobre a possibilidade de transformar o caso do mensalão em programa publicitário, o dirigente tucano é enfático.

"O caso do mensalão foi o maior escândalo de corrupção que o Brasil já viu, mas o PSDB não o está usando como bandeira política para caricaturar adversários, como eles fazem. Não usaremos o mensalão como instrumento a nosso favor na campanha", afirmou.

'Propositiva'. Anunciado em outubro pelo PMDB como candidato da legenda ao governo paulista, Skaf, que apareceu em terceiro lugar nas últimas pesquisas, também pretende atuar ao largo dos "calcanhares de aquiles" de petistas e tucanos para se firmar como opção eleitoral. "O PMDB vai fazer uma campanha propositiva. Essas não serão nossas prioridades", garante o deputado estadual Baleia Rossi, presidente da sigla em São Paulo.

Apesar do seu partido ser aliado da presidente Dilma no plano nacional, ele garante que não formará uma aliança informal com o PT na campanha para centralizar a artilharia em Geraldo Alckmin. "O Paulo Skaf tem dito que não haverá uma ruptura dos programas do Estado. Não faremos uma campanha de agressão."

Arco de alianças. Os três dirigentes enfrentarão nos próximos três meses o período mais delicado e estratégico da pré-campanha: a captação de apoio partidário para garantir tempo na propaganda eleitoral na TV e rádio. O tucano garante que apresentará o maior arco de alianças, mas o petista revela que está conversando até com partidos aliados ao governo de Alckmin.

"Estamos conversando inclusive com partidos da base aliada de Dilma que estão no governo Alckmin, como o PRB e o PTB", diz Emidio de Souza. "Nós já temos mais de uma dúzia de partidos alinhados com o governador. Não tenho dúvida que ele fará o maior número de alianças", responde Nogueira.

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