Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Doria minimiza saída de deputados do PSDB

Às vésperas de deixar o cargo para concorrer ao governo de São Paulo, prefeito tucano lembra que dois parlamentares ingressaram na legenda

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

04 Abril 2018 | 22h09

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o prefeito João Doria (PSDB) minimizou ontem a saída de três deputados estaduais da legenda. Segundo o prefeito, a mudança “faz parte do jogo democrático” e a “legislação eleitoral permite ingressos e saídas”. Para contrapor, Doria destacou a entrada dos deputados estaduais Gilmar Gimenes e Márcio Camargo, na terça-feira, 3, no partido.

“Ontem (terça) celebramos a entrada de dois deputados no PSDB, e muito provavelmente entre hoje e amanhã (quarta e quinta-feira) teremos mais um deputado. A janela que aí existe é parte da democracia e a legislação eleitoral permite ingressos e saídas”, disse. “Aos que estão saindo, desejamos sucesso. Que continuem sua vida legislativa em outro partido. Aos que chegaram, as boas-vindas dentro do campo do PSDB.”

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Doria, que deve deixar a Prefeitura no sábado, já anunciou planos para a próxima semana, quando fará visitas ao interior para dialogar com prefeitos, vereadores e lideranças do PSDB e de outros partidos.

Com a renúncia do governador Geraldo Alckmin, prevista para amanhã, para disputar a Presidência da República, também estão deixando o PSDB tucanos históricos que se alinharam ao vice, Márcio França (PSB), que assume o governo. Em outubro, França vai disputar a reeleição e terá Doria entre seus adversários.

A expectativa no PSDB é que ao menos cinco dos 19 deputados da bancada tucana mudem de sigla. Barros Munhoz deixa o PSDB após 15 anos, período no qual foi duas vezes presidente da Assembleia Legislativa e líder dos governos José Serra e Geraldo Alckmin. Além de Munhoz, a caminho do PSB, o Coronel Telhada vai para o PP.

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Outro tucano histórico que deixou a sigla e se alinhou com França é o vereador da capital Mário Covas Neto. Filho do ex-governador Mário Covas e tio do futuro prefeito, Bruno Covas, ele vai disputar o Senado pelo Podemos e fazer campanha para França.

Caciques.

A campanha de Doria ao governo de São Paulo também não deve contar com o apoio de líderes históricos do PSDB que se tornaram desafetos do prefeito. É o caso do ex-senador José Aníbal e do ex-governador Alberto Goldman.

Segundo aliados, o senador José Serra também não demonstra entusiasmo com o candidatura de Doria. O principal “trunfo” do prefeito na velha guarda do partido hoje é o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. O chanceler assinou a lista de apoio à candidatura de Doria nas prévias e deve apoiá-lo na campanha.

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