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Dilma recupera 3 pontos, mas Marina mantém favoritismo no segundo turno

Presidente sobe de 34% para 37% e está em empate técnico com candidata do PSB, que venceria na votação definitiva por 46% a 39%; Aécio cai para 15%

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José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti,
O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 18h00

 

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, subiu quatro pontos porcentuais em uma semana, de 29% para 33%, mas não conseguiu ultrapassar a presidente Dilma Rousseff (PT), que também subiu, de 34% para 37%, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. As duas estão empatadas tecnicamente, no limite da margem de erro: Dilma teria no mínimo 35%, que é o máximo a que a adversária poderia chegar. Em um 2.º turno, Marina venceria por 46% a 39%, se a eleição fosse hoje.

Aécio Neves (PSDB) caiu quatro pontos em uma semana, de 19% para 15%. Pastor Everaldo (PSC) continua com 1%. Os demais “nanicos”, somados, chegam a 2%. Os votos brancos e nulos se mantiveram em 7%, e os indecisos caíram de 8% para 5%.

Avaliação. A recuperação de Dilma se explica por mais uma pequena melhora na avaliação de seu governo. A taxa de ótimo e bom passou de 34% para 36% em uma semana, segundo o Ibope. Os que consideram a administração ruim ou péssima oscilaram de 27% para 26%, e os que a veem como regular passaram de 36% para 37%.

Se for considerada a pesquisa de julho do Ibope, feita antes do início do horário eleitoral na TV e no rádio, a aprovação ao governo subiu cinco pontos porcentuais, de 31% para 36%. Enquanto isso, a taxa de ruim e péssimo caiu sete pontos, de 33% para 26%. Tudo isso provavelmente por efeito da propaganda da petista, que ocupa quase metade do horário eleitoral.

Com o atual resultado, Dilma praticamente volta ao patamar de antes do acidente aéreo que matou Eduardo Campos (PSB) e transformou Marina em candidata. Na pesquisa Ibope feita no início de agosto, antes do acidente, a petista tinha 38%. Com a entrada de Marina, caiu para 34%, e agora se recuperou.

Esse movimento coincide com uma tendência de melhora na avaliação do governo Dilma. A taxa de ótimo e bom passou de 34% para 36% em uma semana, segundo o Ibope. Os que consideram a administração ruim ou péssima oscilaram de 27% para 26%, e os que a veem como regular passaram de 36% para 37%.

Se for considerada a pesquisa de julho do Ibope, feita antes do início do horário eleitoral na TV e no rádio, a aprovação ao governo subiu cinco pontos porcentuais, de 31% para 36%. Enquanto isso, a taxa de ruim e péssimo caiu sete pontos, de 33% para 26%. Tudo isso provavelmente por efeito da propaganda da petista, que ocupa quase metade do horário eleitoral.

A rejeição a Dilma caiu cinco pontos na última semana, de 36% para 31%. Ao mesmo tempo, a de Marina foi de 10% para 12%, e a de Aécio permanece em 18%. 

Nas simulações de 2.º turno do Ibope, a vantagem de Marina oscilou para baixo. Era de nove pontos porcentuais (45% a 36%) e agora passou a sete (46% a 39%). No 1.º turno, Dilma e Marina estão rigorosamente empatadas no eleitorado feminino: 35% a 35%. Entre os homens, porém, a petista ainda tem oito pontos de vantagem: 39% a 31%.

A candidata do PSB colhe seus melhores resultados no eleitorado de até 24 anos (37%), com curso superior (37%) e da Região Sul (40%). Entre os evangélicos, ela chega a 43%. Já a presidente tem melhor desempenho entre os que têm 55 anos ou mais (41%), quatro anos de estudo (50%) e vivem no Nordeste (48%).

A pesquisa foi feita entre domingo e terça-feira. Foram realizadas 2.506 entrevistas face a face, em 175 municípios de todas as regiões do País. A margem de erro máxima é de 2% para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo Estado e pela TV Globo. Está registrada no TSE com o número BR-00514/2014.

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