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Dilma diz que governo 'subestimou' transposição

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2014 | 02h 06

Presidente reconhece atrasos, mas ataca PSDB por falta de ações contra seca em SP

A presidente Dilma Rousseff reconheceu ontem que o prazo e a complexidade das obras de transposição do Rio São Francisco foram "subestimados" pelo governo. Apesar disso, a petista não deixou de criticar adversários que cobram a conclusão dos serviços, mas enfrentam problemas em suas administrações.

"Houve atraso porque se subestimou a sua complexidade. Eu não acredito que uma obra em outro país se faria em menos tempo, em dois ou três anos", afirmou Dilma em Jati (CE), uma das três cidades que a presidente visitou ontem, cada uma em um Estado. "Éramos bastante inexperientes. O Brasil jamais fez uma obra dessa dimensão."

Tanto em Jati quanto na primeira parada do dia, em São José de Piranhas (PB), Dilma fez críticas ao PSDB e ao governador paulista, Geraldo Alckmin. A presidente comparou a seca no Nordeste à do Sudeste, mas alegou que a crise hídrica em São Paulo é fruto de "falta de planejamento". Em Cabrobó (PE), Dilma apenas tirou fotos e nem sequer viu o protesto dos índios toré na BR-843.

"O São Francisco, queridos, é o rio que beneficia mais a população nordestina e que vai garantir um diferencial de qualidade, principalmente quando estamos vendo hoje uma situação muito difícil sendo passada no Estado mais rico da federação, que é São Paulo, que é a falta de água no reservatório do Cantareira", afirmou Dilma aos jornalistas em São José de Piranhas. "Veja que o Nordeste teve esse mérito, teve essa consciência e esse planejamento."

Em seguida, a presidente atacou os adversários pelas críticas aos atrasos na transposição. "Quem nunca fez desanda a cobrar de quem fez. É isso que estamos assistindo. Gente que nunca fez quando pôde cobrar de quem está fazendo quando pode", afirmou Dilma.

A construção de cerca de 700 quilômetros de canais para levar água do São Francisco a regiões secas de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte começou em 2007, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com previsão de término no fim daquele mandato. Em dezembro de 2010, o ex-presidente Lula esteve em São José de Piranhas e afirmou que a transposição seria inaugurada, "definitivamente, até 2012", a menos que ocorresse "um dilúvio".

Agora, a estimativa do governo é entregar os dois eixos em dezembro de 2015. Segundo Dilma, a transposição levou ao Nordeste outras dezenas de obras que totalizam R$ 33 bilhões em investimentos no sistema hídrico da região. / LEONENCIO NOSSA, FERNANDO GALLO e ANGELA LACERDA, ENVIADOS ESPECIAIS

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