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Dilma cobra gestão FHC na Petrobrás e defende Graça

Fábio Brant - O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2014 | 00h 47

Presidente afirma que afundamento de plataforma e troca de ativos sob suspeita nunca forma investigados com 'denodo'

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, atacou a gestão da Petrobrás durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, que exerceu a Presidência de 1995 a 2002 e é cabo eleitoral do nome tucano ao Planalto, Aécio Neves (PSDB). Aproveitou para defender a atual presidente da estatal, Graça Foster, após a revelação de que ela transferiu imóveis para os filhos em meio à crise envolvendo a refinaria de Pasadena.

“Eu me pergunto por que ninguém investigou com tanto denodo o afundamento da maior plataforma de petróleo, que custava US$ 1,5 bilhão a preços atuais”, afirmou Dilma em referência à P-36, que naufragou em 2001. “Por que, apesar de estar em ação popular, ninguém investiga a troca de ativos feita com a Repsol?”, questionou, referindo-se, nesse segundo caso, a uma operação feita pela estatal quando José Jorge era ministro de Minas e Energia do governo FHC e comandava o Conselho de Administração da Petrobrás. Uma ação ainda em tramitação aponta prejuízo bilionário para a Petrobrás nessa troca de ativos. Hoje, José Jorge é ministro do Tribunal de Contas da União e relata o processo que apura prejuízos causados pela compra da refinaria de Pasadena, negócio fechado quando Dilma era ministra da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.

A petista deu as declarações em entrevista coletiva na cidade pernambucana de Floresta. Ela estava no local para cumprir uma agenda dupla: presenciar a execução de obras da transposição das águas do rio São Francisco e gravar vídeo para seu programa eleitoral. Dilma também visitou obras da transposição em Cabrobó. Durante toda a agenda, exceto na entrevista coletiva, ela esteve acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na entrevista, ela foi questionada ainda sobre notícias de que a presidente da Petrobrás passou seus bens para o nome dos filhos. Graça deve ser incluída pelo TCU na apuração sobre o prejuízo causado pela compra da refinaria de Pasadena e pode ter seu patrimônio declarado indisponível. “A presidente Graça Foster respondeu perfeitamente sobre a questão de seus bens em uma nota oficial”, disse Dilma. “Eu repudio completamente a tentativa de fazer com que a Graça Foster se torne uma pessoa que não possa exercer a presidência da Petrobrás.”