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Eleições 2014

Comoção entra na estratégia das campanhas de Pernambuco

Mateus Coutinho e Ricardo Brandt - O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2014 | 03h 00

Câmara afirma que vai 'honrar ensinamentos' do padrinho; equipe de Monteiro já discute efeito da morte de Campos

Hélvio Romero/Estadão
Dupla. Câmara (dir.) e Bezerra, candidato ao Senado do PSB

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o ex-secretário estadual Paulo Câmara (PSB) contava com o apoio de seu padrinho político, o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência Eduardo Campos, para se aproximar do senador Armando Monteiro (PTB), favorito na disputa estadual. Se a morte inesperada de Campos abre um vácuo político no Estado, ao mesmo tempo já é incluída nas táticas de campanha deste ano.

Em São Paulo, Câmara afirmou ontem que a estratégia de campanha não muda com a tragédia de quarta-feira. "Só não temos a presença física de Eduardo Campos", disse o candidato do PSB, preferido de 11% do eleitorado segundo recente pesquisa Ibope (28 de julho, registro PE-00012/2014). "Vamos honrar tudo o que ele ensinou."

O candidato do PSB disse não ter parado para pensar no impacto para sua campanha do desaparecimento de Campos, que deixou o governo local com alta taxa de aprovação. Câmara, no entanto, deixou claro que não faltarão lembranças ao popular padrinho político. "Vamos fazer campanha homenageando Eduardo Campos e (o escritor Ariano) Suassuna, duas pessoas fundamentais na frente popular de Pernambuco, como foi o dr. (Miguel) Arraes (avô de Campos)."

O ex-governador, que havia se mudado para São Paulo para a disputa presidencial, planejava intensificar as visitas a Pernambuco ao lado de Câmara para reforçar a indicação política e, com isso, tentar transferir sua alta aprovação de governo. Foi Campos quem lançou seu ex-secretário candidato, contrariando lideranças do PSB interessadas na vaga, e era ele quem comandava a campanha estadual.

Ao saber da morte do ex-governador, Monteiro demonstrou seu pesar - o senador foi eleito em 2010 na chapa à reeleição de Campos - e evitou traçar cenários sobre o impacto da tragédia em Pernambuco. "Eu não me arrisco a fazer prognósticos. Vamos aguardar os desdobramentos", afirmou o candidato, ainda na quarta-feira. Monteiro apareceu no Ibope do mês passado com 43%, 32 pontos a mais que o afilhado político de Campos.

Comoção. O candidato do PTB já planejava usar a proximidade com o ex-governador nos últimos sete anos para se colocar como alternativa "pós-Campos", e não de oposição ao grupo político do PSB. A comoção no eleitorado pernambucano é dada como certa por seus aliados.

Já na quarta-feira a coligação encabeçada pelo PTB discutiu o que fazer, caso a morte de Campos e a consequente comoção impulsionem a candidatura de Câmara e reduzam significativamente a vantagem de Monteiro. Declarações como as do irmão do ex-governador, Antônio Campos, deixaram os aliados do senador atentos. "Eduardo morreu no dia em que meu avô morreu. Eduardo morreu lutando pelo que acreditava, e deixa como legado essa luta para melhorar o Brasil", disse Antônio. "Que o Brasil faça uma reflexão sobre esse País. Eduardo morreu lutando pelos seus ideais."

No PT, que integra a coligação de Monteiro, a expectativa é que Câmara explore a "imagem da saudade e do herdeiro político". "É uma perda em um momento muito determinante, porque é um momento eleitoral. Isso dimensiona mais a perda", disse a deputada estadual Teresa Leitão (PT), opositora do governo do PSB na Assembleia.

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