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Comissões não passaram na Assembleia de MG

O Estado de S.Paulo

12 Abril 2014 | 02h 05

Em seus dois mandatos como governador de Minas Gerais (2003 a 2010), Aécio Neves nunca enfrentou uma CPI contra seu governo. Nos oito anos em que ele esteve à frente do Executivo estadual, a Assembleia Legislativa de Minas realizou apenas duas CPIs, número muito inferior às 18 comissões instaladas no governo Itamar Franco (1999-2002).

Em maio de 2004, a Assembleia mineira instaurou a "CPI do Café', para apurar denúncias de atuação de quadrilhas no desaparecimento de sacas de café no Estado. A comissão encerrou as atividades em dezembro daquele ano.

Em março de 2005 foi instaurada a "CPI da Mina Capão Xavier", para investigar suspeitas de irregularidades na obtenção de licença e da operação da mineradora MBR no Estado. A comissão encerrou suas atividades em setembro daquele ano.

"Houve CPIs, mas elas não tinham envolvimento com governo. O que está proibido é CPI com assunto de governo", afirma o líder da minoria na Assembleia, deputado Sávio Souza Cruz (PMDB).

Para ele, o discurso de Aécio no Congresso é a "antítese" de sua atuação como governador. "Em Brasília ele defende a CPI (da Petrobrás), aqui abortou todas", critica Sávio.

Ele lembra que a oposição tentou criar mais de uma dezena de comissões para apurar temas como irregularidades na Cemig e no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), mas elas não obtiveram assinaturas necessárias.

Questionado, o deputado estadual João Leite (PSDB), que foi secretário de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas entre 2003 e 2004, afirmou que "não tem que se alegar nada, isso (criação de CPIs) é uma visão ultrapassada de gestão."

Segundo o Leite, a gestão do tucano criou mecanismos para evitar desvios de recursos públicos na administração. / MATEUS COUTINHO

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