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Com apoio de Dilma, Ricardo Coutinho é reeleito na Paraíba

Com 52,61% dos votos, o candidato do PSB derrotou o adversário Cassio Cunha Lima do PSDB

Adriana Carranca - Enviada especial a João Pessoa, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2014 | 19h42

Atualizado às 23h50

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), foi reeleito com 52,61% dos votos válidos. Contrariando a coligação de seu partido com o PSDB na esfera federal, Coutinho teve o apoio da presidente Dilma Rousseff no segundo turno e conseguiu passar à frente do adversário, o tucano Cássio Cunha Lima, que teve 47,39% dos votos.

Na reta final da campanha, Coutinho colou sua imagem à da presidente, que visitou a Paraíba e fez comício a seu lado, apenas dois dias depois do primeiro turno, dando largada à segunda fase da campanha. Como na maioria dos Estados do Nordeste, Dilma tem a preferência do eleitorado paraibano.

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Coutinho foi duas vezes vereador e deputado estadual pelo PT. Desligou-se do partido por não encontrar espaço para se candidatar à prefeitura de João Pessoa, cargo para o qual foi eleito em 2004 e reeleito em 2008, já no PSB.

Cumpriu mandato até abril de 2010, quando deixou o cargo para disputar o governo da Paraíba. Na campanha pelo primeiro mandato, Coutinho teve o apoio do ex-governador e agora rival Cunha Lima. 

Durante sua gestão, Coutinho ficou esforços e investimentos em cidades do interior, como Campina Grane, curral eleitoral de Cunha Lima. 

Na disputa ao segundo mandato, Coutinho conseguiu atrair partidos antes aliados ao PSDB. Costurou uma coligação forte, de 13 legendas, entre elas o DEM. Também ganhou o apoio de nomes importantes do PMDB, como o deputado Vital do Rêgo Filho, derrotado no primeiro turno, e o ex-governador José Maranhão, e de lideranças locais do PT, como o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo.

Coutinho também fez a campanha mais cara: R$ 6,3 milhões contra R$ 4,5 milhões do adversário, segundo dados do Superior Tribunal Eleieitoral.

Coutinho, de 52 anos, é formado em farmácia pela Universidade Federal da Paraíba, onde iniciou a carreira política no movimento estudantil. Também foi líder sindical. E é casado com a jornalista Pâmela Bório, ex-miss Bahia, que causou polêmica esta semana ao declarar voto a Aécio Neves e fazer ataques ao PT, aliado do marido, nas redes sociais.

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