Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Ciro diz que perfil de Steinbruch 'responde perfeitamente' para ser seu vice

No entanto, presidenciável afirmou que o empresário nunca deu sinais de querer entrar na política

Pedro Venceslau, enviado a Gramado, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2018 | 18h16

GRAMADO - O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, disse nesta quinta-feira, 10, que o perfil do empresário Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp, “responde perfeitamente” ao que ele procura para ser vice em sua chapa, mas negou que tenha tratado do assunto com ele.

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“Doutor Benjamin Steinbruch é um velho amigo. Estou há tanto tempo na estrada, que era amigo do pai dele. Ele tem todas as qualidades para qualquer tarefa, mas nunca me deu qualquer sinal de pretensão de entrar na política”, disse Ciro. Em entrevista recente ao Estado, o pedetista disse que procura um vice da produção e que seja da região Sudeste

Steinbruch, que foi chefe de Ciro Gomes na CSN até 2015, filiou-se ao PP em abril dentro prazo para ser elegível nessas eleições. A informação foi revelada na quarta-feira, 9, pelo Estadão/Broadcast

“Esse momento está pontilhado de fofoca, intriga e especulação. Só quem vai falar na minha dimensão é o presidente do PDT, Carlos Lupi. Ele está autorizado a abrir qualquer conversa, porque pretendo unir o Brasil que produz com o Brasil que trabalha. Não vou aceitar interdição de nenhuma natureza”, disse Ciro após participar de um debate com outros presidenciáveis promovido pela União Nacional dos Legisladores Estaduais em Gramado (RS).

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O pré-candidato do PDT disse, ainda, que pretende contar com o PSB em sua chapa. “O PSB sempre estará na minha cogitação. Quero unir partidos que têm mais afinidade com o mundo dos pobres. O PSB está em um esforço notável de voltar a sua melhor tradição”. 

Questionado sobre a desistência do presidente Michel Temer de disputar a reeleição, Ciro chamou o emedebista de “salafrário”. “Ele saiu? Eu gostaria que ele fosse candidato para ver o tamanho da repulsa que o povo brasileiro tem a um golpista salafrário. Na prática, é isso que ele é”.

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O presidenciável também ironizou as articulações do governo para tentar unificar o centro nas eleições. "O centro é um ponto imaginário da geometria. Só existe como ficção intelectual. O que estão tentando organizar é a direita brasileira. Eles têm que assumir que são da direita”

Após participar do debate ao lado do ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB, Ciro criticou o colega de pré-campanha. "A ideologia no Brasil tem passado do limite a ponto de impedir a racionalidade. Veja o Meirelles. É um bom amigo, mas parece que está em outro País. Está tudo bem e tal. São coisas malucas que o filtro ideológico não permite ver. Esse 1% que o Brasil teve de crescimento nominal em 2017 foi puxado pelo agronegócio por dois fatores: estação climática perfeita e uma recuperação de preço no estrangeiro. Quem vê as coisas pelo filtro ideológico vê de forma completamente deformada”. 

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