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Cenários: Adversários de Aécio já centralizam acordos locais

Ricardo Galhardo - O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2014 | 02h 06

Com a iniciativa do senador Aécio Neves de submeter todas as alianças regionais do PSDB ao crivo da direção nacional do partido, as três principais forças que disputam a Presidência da República passarão a ter mecanismos que permitem centralizar o controle sobre as coligações estaduais.

No PSB, há pelo menos uma década, todas alianças estaduais precisam de aval da direção nacional antes de serem formalizadas. A regra do partido do governador Eduardo Campos vale também para as capitais onde a população supera os 500 mil habitantes.

Já o PT possui desde sua fundação mecanismos em seu estatuto que permitem intervenções das instâncias superiores sobre as inferiores em casos de divergências sobre tática eleitoral.

Nas poucas vezes em que foram aplicadas, as intervenções petistas deixaram fissuras que levaram anos para cicatrizar. O caso mais lembrado é o do Rio de Janeiro, em 1998, quando Vladimir Palmeira, vencedor das prévias internas, foi impedido de concorrer ao governo fluminense em favor de Anthony Garotinho, então no PDT. O apoio do PT a Garotinho era uma das exigências para que Leonel Brizola aceitasse ser vice de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial contra Fernando Henrique Cardoso, que acabou reeleito.

Para evitar as crises causadas pelas intervenções, a cúpula petista decidiu formalizar a centralização das alianças, assim como quer Aécio agora. Em dezembro do ano passado o diretório nacional do partido decidiu que as coligações estaduais só poderão ser registradas na Justiça Eleitoral depois de aprovadas pela direção nacional. O partido já tinha tomado decisão semelhante antes das eleições nacionais de 2010.

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