Daniela Ramiro/Estadão
Daniela Ramiro/Estadão

Cássia Kiss e presidente do Flamengo podem sair candidatos pela Rede este ano

Os dois vão se filiar ao partido nesta quinta-feira, em 'cerimônia sóbria', segundo orientação de Marina Silva

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

20 Março 2018 | 22h10

BRASÍLIA - A Rede vai filiar nesta quinta-feira, 22, a atriz Cássia Kiss e o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. A expectativa é que eles sejam candidatos na eleição deste ano.

Por orientação da porta-voz do partido e pré-candidata à Presidência, Marina Silva, será realizada uma "cerimônia sóbria" em respeito à morte da vereadora Marielle Franco, que completa uma semana nesta quarta-feira.

"Temos um prazo a cumprir, a festa vai ser depois, agora o mundo político do Rio de Janeiro está de luto", disse o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ).

++ Empresários, artistas e esportistas decidem entrar na política e disputar votos em 2018

++ Eleição presidencial já tem 11 pré-candidatos

Para poder disputar as eleições, uma pessoa tem de estar filiada ao partido seis meses antes do pleito. Este ano, o prazo final é 7 de abril.

Miro afirma que, apesar dos apelos da militância, os dois novos filiados ainda não decidiram se vão disputar realmente a eleição.

"Por enquanto, eles se comprometeram apenas a participar ativamente da campanha de Marina", afirma.

Segundo o deputado, Cássia Kiss já tem participado das reuniões do partido no Rio e foi apresentada à Rede pelo ator Marcos Palmeira, que é muito próximo de Marina.

Janela 

Apesar das novas filiações, a Rede não deve conseguir atrair novos parlamentares para a sigla. Os deputados têm também até 7 de abril para trocar de partido sem serem punidos. O período é conhecido como janela partidária.

Segundo um dirigente da Rede, as conversas com deputados não estão avançando porque a sigla tem poucos recursos do fundo eleitoral a oferecer.

++ Marina diz que candidatura de Temer seria 'para se esconder da Justiça'

++ Janela instaura ‘balcão’ de troca partidária na Câmara

Como já mostrou o Estado, a verba do fundo tem sido usada por legendas para atrair novos parlamentares. O MDB, por exemplo, prometeu R$ 1 milhão para a campanha de cada deputado que tentar a reeleição.

Hoje, a Rede tem apenas dois deputados e um senador, o que pode deixar Marina de fora dos debates eleitorais. Pela legislação atual, as emissoras são obrigadas a convidar somente os candidatos de partidos que tenham no mínimo cinco representantes no Congresso Nacional.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.