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Candidatos a procurador-geral focam orçamento e independência

FAUSTO MACEDO - O Estado de S.Paulo

05 Abril 2014 | 02h 01

Elias Rosa e Marrey tentam atrair votos de 1,7 mil promotores e 300 procuradores na eleição que se realiza hoje

Na reta final das eleições do Ministério Público paulista, os dois candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça protagonizam queda de braço em um ambiente de forte tensão e concentram seus discursos em dois pontos de grande relevância para os promotores: orçamento e independência.

Márcio Fernando Elias Rosa, que busca a recondução, e Luiz Antonio Guimarães Marrey, da oposição, disputam hoje os votos de 1,7 mil promotores e 300 procuradores. Às 17 horas encerra-se a disputa. Às 19 horas chega às mãos do governador Geraldo Alckmin o resultado. Cabe ao governador indicar o chefe da instituição, independentemente da colocação do escolhido.

Elias Rosa e Marrey apostaram em estratégias distintas. O primeiro distribuiu carta a todos os promotores rebatendo a Associação Paulista do Ministério Público que apontou "gravíssima crise" orçamentária na instituição, nas gestões Elias Rosa e Fernando Grella. Mas Elias Rosa contra-atacou. Segundo ele, de 2009 a 2014, o orçamento foi de R$ 1,2 bi para R$ 1,7 bi.

Marrey acusa o rival de manter em sua equipe de confiança "pessoas importantes defendendo claramente um projeto de redução da independência funcional" - prerrogativa que tanto os promotores prezam. "Temos no ar o cheiro de um projeto autoritário", cravou o opositor, que foi procurador geral três vezes (1996/2004) e, depois, serviu ao Executivo - Marrey foi secretário dos Negócios Jurídicos da Prefeitura (gestão José Serra), secretário da Justiça no governo Serra e secretário de Governo de Alberto Goldman. "Não há um único projeto que ponha sob ameaça a independência dos promotores, isso é um fantasma que quer esconder a falta de projeto", reagiu Elias Rosa.

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